31.1.10
Leio por aí

Leio por aí que muitos se acham escritores, mas que nada - "sai da minha frente que eu quero passar"... E assim passam, por cima desses ingênuos pretensiosos (serei eu um deles, enquanto poeta menor, dando minha cara a pulsa?), (pseudos) intelec'atuais também pretensiosos, e o mundo(inho) se julga, se joga, noves fora o que aflora livremente de preconceitos, purismos, paradigmas, diversos dogmas imensos imersos num incerto status cú, onde Machado se usa mais para cortar árvores de pensamentos do que para plantar sementes de expansão.

Carito
por Os Poetas Elétricos [00:09]
30.1.10
Fogo fato

Fogo
Fato
Consumido

Sorte eu não ter desistido
Ser poeta é o que há
Palavras brincam
De me incendiar!


Carito
por Os Poetas Elétricos [07:51]
28.1.10
jogo sujo

no meu dente
o tártaro fez
gol de placa.


carito
por Os Poetas Elétricos [19:26]
26.1.10
parece piada, mas tudo me passa
gasto muito pensamento
pra meu poema ficar
em estado de graça.

* * *

ato falho
o dia hoje
tá ruim pra caralho!

* * *

não espanto pranto
nem rima boba
e o resto que se foda!

* * *

numa esquina do tempo
quero amanhecer com você
num boteco
e no outro dia
repeteco
repeteco
a vida seguindo assim
cerveja, uísque, gim
e o mundo esquecendo de mim.

carito
por Os Poetas Elétricos [08:54]
23.1.10
história secreta sobre o disco the wall


- japa você leva um tapa!

todo dia era isso. toda hora. japa queria ir embora. de casa, da escola, do mundo puta que pariu.

- escola não mais rola. só enrola, faz de conta que ensina, que sina! ainda vêm essas riminhas me perseguindo o tempo todo. eu quero é rock and rooooooool!!!

japa já tinha 17 anos quando foi lançado the wall. já era um adulto bem dizer. mas ainda tava na escola. em 1979 the wall chegou em forma de disco voador e o abduziu numa noite estranha quando japa botou os headphones tudo se transformou. no início ele teve medo, escutou ruídos esquisitos e quando tirava os phones os ruídos desapareciam.

- ufa! ainda bem que não tem mais ruídos nem rima imbecis. mas eis que...
- japa você leva um tapa!

e tome ruído e rima imbecil! mais ruído e mais rima imbecil e japa já todo fudido ainda escutou:

- desligue essa merda e vá estudar!

japa montou no disco do pink floyd voador e gritou:

- independência ou marte!

passou na escola antes de chegar no planeta vermelho, e ao som de another brick in the wall nas oiça prendeu os professores que lhe chamavam de drogado e o diretor da escola fascista de merda e deixou um bilhete em cima deles:

com orgulho
agulho
o corpo
docente.

- puta que pariu! acabei rimando, mas acho que tá bom! isso é que eu chamo de uma instalação!

japa foi responsável pela criação do mercado de rock no japão. muito bem sucedido hoje é arrimo de família. em sua mais recente palestra declarou:

- é preciso correr o disco!



carito
por Os Poetas Elétricos [10:15]
22.1.10
construções...

fios de prata
nuvem sem rumo
vou bater o prumo.

* * *

hora do gibi
zorro e tonto
vou bater o ponto.

* * *

...& constrições...

morto amor, zanha, desterro
o poema acompanha
o enterro.

* * *

ao abrir as páginas de velhos livros
quantos poemas
enterrados vivos.

* * *

o poema teima
me expõe a palavras sóis
o poema queima no meu rosto.

* * *

poeta é assim mesmo triste
ao morrer de desgosto
o poema cai
no meu gosto.


carito
por Os Poetas Elétricos [11:48]
20.1.10
Depois do sol

Acabei de falar com Edu no telefone...
Conversamos sobre um possível roteiro para o show d'Os Poetas Elétricos que acontecerá no dia primeiro de abril no Teatro Alberto Maranhão...
Não! Não é mentira! Será no dia primeiro de abril mesmo! E o show vai ser filmado. Na verdade, esse show acontecerá para a filmagem de um dvd...
Produção do meu sobrinho Daniel Campos...
Vamos dar continuidade à banda orgânica - a mesma formação do show que fizemos em outubro passado na Cientec, com Juliana Gonçalves na batera e Fabíola Nobre no baixo... Com Michelle são três minas... explodindo poesia, sensibilidade, beleza, alma feminina... e rock and roll...
O nome do show provavelmente será "Depois do Sol"...
São muito bons esses ensaios por telefone...


Carito
por Os Poetas Elétricos [22:08]
o poema evaporou-se
o poema evaporou-s
o poema evaporou-
o poema evaporou
o poema evaporo
o poema evapor
o poema evapo
o poema evap
o poema eva
o poema ev
o poema e
o poema
o poem
o poe
o po
o p
o


carito
carit
cari
car
ca
c

por Os Poetas Elétricos [00:32]
12.1.10
Ônibus da porra!

A terra voltou a tremer no RN. A situação não é para brincadeira, mas não posso deixar de registrar um causo engraçado no qual eu mesmo fiz parte. Em 1986 a terra tremeu forte aqui em Natal. O epicentro foi na cidade de João Câmara (conhecida antigamente como Baixa Verde), a 73 km da capital. Eu morava com minha família numa casa de primeiro andar no bairro de Petrópolis, na Rua Cônego Leão Fernandes - rua simpática, bucólica, pequena, estreita, escondida por entre as grandes e largas avenidas desse antigo bairro natalense. Nessa época, na vizinha Rua Mossoró já transitavam os ônibus. Como morávamos em um sobrado, era comum sentirmos algum tremor no andar de cima, quando deitávamos na cama e passava algum ônibus na rua próxima e movimentada. Nesse dia, estávamos eu e meu irmão Mário Ivo lendo nas nossas camas quando a estante começou a tremer e balançar os objetos, a cama tremeu, o quarto todo tremeu. Nunca tinha acontecido um tremor tão forte e tão duradouro assim. Olhamos um para o outro e eu disse:

- Ônibus da porra!

Duas décadas depois meu amigo hoteleiro, geólogo, fotógrafo e surfista Eduardo Bagnoli me contou um fato histórico curioso: numa época remota, os índios que moravam na região de João Câmara batizaram com um nome indígena um monte que fica próximo à cidade. Não sei se o nome correto dessa elevação é monte ou morro ou serra. Também não lembro o nome indígena, mas seu significado é "monte que ronca" ou "morro que ronca". Parece que o morro está vivo e acordando novamente.

Pesquisando na internet, encontrei um texto sobre a Serra do Torreão no site da Câmara Municipal de João Câmara, extraído de um livro de Aldo Torquato. Acredito que deve ser a mesma serra que ronca. Destaco essa parte do texto:

"Muitas pessoas diziam também que os estrondos que davam em Baixa-Verde eram por conta de uma cama de baleia que havia debaixo da serra. Segundo a crendice popular, o local, muito antigamente, fora mar e um grande reservatório de água se escondia por sob a serra. Nesse reservatório, morava uma baleia gigante que, quando se movia, provocava os estrondos."

Ônibus passando, morro roncando, baleia se movendo... E a gente tremendo nas bases!


Carito
por Os Poetas Elétricos [11:57]
11.1.10
Vôo

Caroll by Carito

O vôo, Caroll
Você sabe, há
Você sabiá.


Carito
por Os Poetas Elétricos [14:52]
6.1.10
Tem dias que eu bebo muito sim
Mergulho de copo
E alma!

Carito
por Os Poetas Elétricos [19:15]
4.1.10
Que vontade de ser sépia
De ter aquela cor do passado dos meus pais
Do trem na estação

Mas sou apenas um filho
Fora dos trilhos
Que nunca está são

É natural o trem se afogar
Nas minhas mágoas
Trem nada não!



Carito
por Os Poetas Elétricos [19:37]
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Maria Elétrica
Palarveando
A Sina de Ina
Prelúdio Erótico do Poema Machão
O Espírito das Letras
O Aniversário de Gni
 
Assista aqui o video vencedor do Curta Natal 2006
"PALARVEANDO" do diretor Mário Ivo Cavalcanti

Para visualizar em tamanho maior: Assista Aqui!
Video selecionado para a 20a Mostra do Audiovisual Paulista