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| 31.12.08 |
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O sol tarde nos olhos
Quando o sol se põe e fica tudo dourado Nesse silêncio que é pura canção Fico até encabulado Por sentir tanta emoção
Quando a tarde morre E a luz cai em degradê Uma lágrima escorre Sem ter nem porquê
O olho reage assim à nascente escuridão Limpando a vista para ver as estrelas Uma delas cai em disparada E faço meu primeiro pedido da madrugada:
Um soneto para o meu amor Outro sol a se por Novas estrelas na escuridão Outro silêncio-canção.
Carito
FELIZ DOIS MIL E LOVE! |
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| por Os Poetas Elétricos [12:29] |
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| 30.12.08 |
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O MOVIMENTO HIPPIE E O MOVIMENTO HAPPY Ou: Tonina e os ecos da trilha
Fazia tempo que eu não andava de bicicleta. Tenho mais idéias do que as ponho em prática, talvez porque penso demais. Mesmo quando estou correndo (que é algo ainda mais simples de fazer do que andar de bicicleta) o meu pensamento me alcança, e eu tenho que correr mais para não ele não me alcançar, porque às vezes o pensamento não está pra brincadeira! Mas quando ele me alcança de novo já estou na endorfina flor da idade... Será Tonina? Tonina pode ser o nome dessa nossa amiga-droga do bem, orgânica pela sua própria natureza, principalmente quando corremos junto ao mar, ou pedalamos mata adentro em trilhas junto ao rio, por entre homens de vida simples, vacas indo para um brejo de significância bondosa: - Aline, deixe os moços passarem. Ora, Aline! Os moços tirando fotografias e Aline empatando com esse cavalo! Esses "moços", deve ter sido idéia minha, não lembro bem como o homem do campo nos chamou, mas é assim que me sinto quando estou correndo ou pedalando: remoçando. E como na canção, "me pego cantando, sem mais nem porque"... Pois bem. Meu amigo Paul me chamou para essa trilha no Vale do Pium que acordou alguns neurônios que me fizeram lembrar que eu já tinha feito essa mesma trilha com meu amigo Murilo há mais de uma década. A trilha continua a mesma... Mas os meus cabelos... A diferença é que já existem outros novos e mais modernos modelos de bicicleta, mas a minha não está ultrapassada, ao contrário, está ultra presente que nem sente - catabios, só brios não sombrios, só rios, sorrio e sinto um arrepio de tanta felicidade... Será Tonina? Eita, amiga pra dar só alegria!!! Mesmo quando a vaca vai pro brejo, mesmo quando estamos na lama, mesmo na dor: "É minha amiga-amante de ferro, confiável e fiel. A bicicleta é liberdade, saúde, felicidade. É a invenção mais feliz dos últimos 200 anos. Traz alegria para pessoas no mundo inteiro. Um pouco de suor pingando e olhos ardendo, traseiro dolorido, pernas gritando, fome. Isso é bom. Isso é a bicicleta." O depoimento acima é do inventor da Montain Bike, o senhor Gary Fisher, ainda hoje em plena forma, aos 58 anos. Gary Fisher inventou a Montain Bike junto com seus amigos hippies, na Califórnia dos anos 70. Por sinal, Gary Fisher é a marca da minha bicicleta, que comprei na Itália em 1995. Mais precisamente em Florença, onde pedalei num verdadeiro renascimento, onde pedalei na Via Pisana (antiga estrada para Pisa)... Mas isso é outra história... Outras trilhas - e o mundo está cheio delas!
Carito
Eu...
...e Paul - rios, pontes e overbikes...
P.S.: Esse texto é dedicado a Aldo Jr., que acabou de comprar uma montain bike aos 45 e não é do segundo tempo - se Deus quiser ainda temos muito jogo por aí...
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| por Os Poetas Elétricos [15:22] |
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| 25.12.08 |
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Noel Hoje pegaram um cara Pra Cristo.
Ao aniversariante nossas desculpas Pela balburdia que estão fazendo com o seu dia. Em nome de Jesus Carregamos a cruz Do capitalismo que seduz e se diz feliz Natal!
Ainda resta o tal espírito natalino. Que os Reis Magos além de ouro Também tragam bom senso E menos birra.
Olho debaixo da cama Atrás de presentes Mas só encontro passados.
Ao futuro e a Deus Que venham outros Pertences.
Carito |
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| por Os Poetas Elétricos [19:58] |
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| 24.12.08 |
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Hoje vou postar um texto sobre o Natal escrito por minha mãe. Foi escrito no início dos anos 70. E como diz meu irmão Mário Ivo, que na verdade ainda vai dizer em sua coluna nessa próxima sexta no JH Primeira Edição: "Com ele, ela ganhou um prêmio de uma revista feminina, nacional - não lembro se Cláudia ou Desfile, patrocinado por uma marca de cosméticos; mas lembro bem que durante muito tempo uma enorme caixa com perfumes, sabonetes e que tais ficou guardada em algum canto da nossa casa. Até que os perfumes e sabonetes foram sumindo, restou a caixa, até que ela também sumisse, permanecendo apenas em nossas lembranças o cheiro inesquecível da infância e dos acontecimentos mágicos da infância." Boa leitura e FELIZ NATAL! Carito
UM NATAL DIFERENTE
Sempre planejo um Natal diferente. Que não seja pré-fabricado, que fuja à tradição no que ela tem repetido e copiado. Que nesse Natal só fique mesmo o que é autêntico, que traduza nossa alegria pelo nascimento do Menino, alegria pura como a água da fonte, correndo e cantando uma doce canção ao filho de Maria. Bem, quero um Presépio vivo. Maria, José, o Menino, o boi, o burrinho, pastores, ovelhas, e até a estrela, seriam gente. Meus filhos, os seus amigos, eles mesmos escreveriam a seu jeito um Auto de Natal. Nós adultos nada faríamos a não ser quando chamados, quando solicitados. E fico a imaginar a beleza da festa, a autenticidade da mensagem da Criança, interpretada por outras crianças! A linguagem simples, onde os erros de concordância seriam compensados pela riqueza do conteúdo e pela graça da interpretação. Que cantos cantariam os pastores? Que palavras diria a Mãe do Menino, para consolá-lo do frio da noite, da dureza do berço improvisado?! Quem seriam os Magos?! Trariam ouro, incenso e mirra, ou um chocalho colorido, ou um saco de balas? Ah, eles fariam tudo. Poderiam cantar desentoado, poderiam chegar vestidos de palhaços ou "caubói" de barba, ou hippies, mas na manjedoura o Menino sorria ao vê-los entrar. Talvez um burrinho "de mesmo" invadisse a casa, talvez arrancassem do céu o cometa que se aproxima e conseguissem fazê-lo parar em frente à pequena cabana do nascimento. Mas seria uma cabana? Ou colocariam seu pequeno posto de gasolina de brinquedo para abrigar o Deus Menino? Bem, talvez achassem melhor que os Magos viessem num Dodge Dart, vermelho ou azul, ouro ou prata, mas sempre colorido como seus sonhos infantis. A festa não teria hora para começar nem terminar. Seria a festa das crianças para A Criança. E certamente algum pastor caminharia para o Presépio cantando uma música de Roberto Carlos, enquanto outro, sorridente, entraria na gruta tendo na mão uma garrafa de refrigerante e mastigando gulosamente um cachorro-quente. E nós adultos? Poderíamos ser "convocados" ou esquecidos, mas guardaríamos na lembrança as imagens esplêndidas desse Natal. E entre dormindo e acordados, entre o sonho e a realidade, víssemos de repente o Menino crescer, levantar-se e correr com os nossos pela casa, irmãos de nossos filhos, filho nosso também.
Maria Crinaura Dantas Cavalcanti
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| por Os Poetas Elétricos [11:53] |
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| 23.12.08 |
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Poetas Elétricos em estirâncio
Por Sérgio Vilar Texto publicado hoje na Coluna Arca Geral do jornal Diário de Natal e no blog Diário do Tempo
Estirado no Estirâncio (ou sol sem sombra de dúvidas) é trilha sonora de sonhos. São os sons inaudíveis da zona lavada do estirâncio - faixa de terra deixada pela maré quando seca Salve a palavra didática e a complexidade do contexto! E o contexto é desconexo. Nem sol para iluminar idéias ou queimar dúvidas. Ora, escrevo sobre poetas elétricos, famélicos pela desconstrução construtiva da palavra ou lavra de frases; assuntos assados. É palavra usada, ousada; soada. Impressões pressionadas pelo desejo cego da experimentação. E perdoem-me poetas elétricos, os teatros mágicos não sabem o que fazem. São vocês os donos do imã atrativo da rima. Carito nunca ficará no caritó. É casado com a poemúsica. E dela pariu música falada e falhada. Só para tentar outra vez. É união instável; testável. O conflito é confuso. Luta de espadas contra vogais e consoantes; cutilada no sentido do som. É preciso cuidado, caro ouvinte-leitor-canibal famélico de palavras tortas. A liberdade é vigiada pela sentinela-poesia. Pode modificar seu paradigma digno de parar o trânsito dos seus amores e certezas. Poetas elétricos são para poucos viventes radicais abertos aos experimentos lingüísticos para além do bem e do mal. Que o diga Nietzsche e a salva-guarda libertária das morais carcereiras. O desconcerto pode ser fatal. E o descompasso virar passo, no espaço longo do tempo. Melhor aceitar o convite. Fuja da vida mansa, estirada no estirâncio de sombra fresca e busque a vida ávida de dúvidas ao sol sem sombras. Mergulhe na sopa elétrica de poetas. Sonhe com a voz "pretextuosa" de Carito. Coloque o ouvido no ácido metálico-sonoro de Edu Gomez. E dance com Michelle Régis um som imaginário na voz da primeira pessoa da plural afinação. São poetas eletrocutados pela energia que avança e descansa no estirâncio a doce palavra melada de meta-física. Agradeço a viagem, caros prosadores da poesia. Já guardei meu guarda-sol. Quero agora a luz descoberta. Sou agora polifônico! |
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| por Os Poetas Elétricos [21:17] |
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| 21.12.08 |
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cesso.
carito |
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| por Os Poetas Elétricos [05:28] |
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| 19.12.08 |
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sem você minha boca não encontra néctar de tibiriba.
carito |
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| por Os Poetas Elétricos [10:07] |
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| 11.12.08 |
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Saindo da toca
Caros amigos:
Confiram a crítica abaixo sobre o novo disco d'Os Poetas Elétricos, e uma entrevista com esse dublê de poeta sempre hai-caindo em tentação, sem o perdão do trocadalho do carilho...
No site: Toca do Centauro
Saudações poelétricas,
Carito

Crítica
Estirado no Estirâncio Ou Sol Sem Sombra de Dúvidas - Os Poetas Elétricos.
Por Alexandre Gouveia
O Segundo trabalho d'Os Poetas Elétricos, primeiro como trio, após a chegada de Michelle Régis, é um mosaico de paisagens sonoras, elaboradas, viscerais que às vezes remete ao duo francês Air (em "Lirismo à Toa", segunda faixa do álbum), às vezes evoca Ry Cooder, passa pela poesia concreta e vanguardista da São Paulo dos anos 80 e caminha em direções inusitadas, celestiais, profundas. A produção elaborada do álbum, a voz etérea de Michelle, as intervenções poéticas de Carito e as melodias ricas e repletas de minúcias, transformam a obra d'Os Poetas Elétricos na trilha sonora de uma vanguarda moderna que se recusa a estabelecer contato com a estética neo-hardcore que predomina em um mercado vazio de valores. Estirado no Estirâncio (ou sol sem sombra de dúvidas) é a trilha sonora de uma cidade que deixou de ser esquina abandonada, de um estado que se afirma moderno, de um outro estado, este, de espírito, que se firma provocativo, contestador, genial.
Leia também a entrevista.
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| por Os Poetas Elétricos [21:14] |
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| 8.12.08 |
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Crônica sobre Os Poetas Elétricos
O Som e o Sentido. Por Pablo Capistrano A voz do Carito, no belo vídeo dirigido pelo Mário Ivo (Palarveando), me desperta com a pergunta definitiva: "o que significa palavra?". Eu não consigo me lembrar do que era o mar, para mim, antes que eu pudesse dizer a palavra "mar"; eu não consigo entender quem eu era antes que eu pudesse dizer qualquer coisa. Quanto mais eu ando, nessa vida que parece larga e rasa, mais eu sinto que todo esse cenário, que toda essa longa sucessão de takes que de vez em quando preenchem meu presente através daquilo que a minha memória cria, é só uma fantasia estranha da linguagem que eu aprendi. Isso a poesia me ensina e a poesia dos Poetas Elétricos um pouco mais do que todas as outras poesias. Ouvindo o CD novo do grupo (Estirado no Estirâncio ? lançado pelo selo dos Jovens Escribas) todas as palavras do meu parco dicionário de pouco mais de trinta anos, parecem ganhar novas dimensões. No fim da audição, eu já não sei mais quais novos sentidos eu posso extrair dos velhos sons que minha boca pronuncia, tão cotidianamente. A experiência dos Poetas Elétricos não é só sonora. Eles não estão apenas em uma banda da canção (na música ou na poesia). Entre o som e o sentido, os Poetas Elétricos atacam a linguagem, fazendo com que aquilo que une o som das palavras ao seu sentido seja desempacotado da nossa ordinária forma de falar. Dizer parece fácil e quando eu digo alguma coisa o mundo vira aquilo que eu disse. O mundo das palavras triviais e de seus sentidos comuns é também um mundo fácil e tedioso da comunicação automática. A linguagem passa por nós sem que a gente possa percebê-la, mas a poesia nos arrasta em direção à palavra para que a gente possa perceber, aquilo que a palavra guarda (seu som, seu sentido, suas imagens e suas possibilidades). Mas os Poetas Elétricos não escrevem sobre o escrever nem tocam sobre o tocar. Há um objeto de desejo fora da linguagem. Há o amor, há o conjunto de referências de Drummond à Arrigo Barnabé, há a paisagem, há a liberdade do homem para sonhar seus próprios sonhos como na faixa de abertura (que às vezes parece exigir um outro vídeo do Mário Ivo, tamanha a sedução que as imagens de uma ponta de terra entrando no mar, cercada de areia monazítica, e untada por um céu doído de tanto azul, contém). Entre o som e o sentido os Poetas Elétricos nos apresentam seu universo particular de referências através do espanto fundamental que toda a arte provoca. Viver é uma experiência radical. No canto da nossa linguagem, aonde ela toca o mundo e a gente aprende a caminhar por essa vida como se o mundo fosse algo mais do que a poesia da natureza, que atravessa com seus pavores e seus mistérios nossa alma, encaixotada em um lúdico pacote de palavras. No canto da sensibilidade de alguém que cresceu criança para brincar o jogo do som e do sentido, como o Carito (letrista do grupo) faz o tempo todo, até nos e-mails que escreve. No canto das impressões e imagens particulares que imprimem-se na memória do fotógrafo ou do cineasta, que se deixam invadir pela força visual dessa natureza que é tão maior do que todos nós. Em qualquer canto, há espaço para a poesia bem construída, para a palavra inusitada, para o som que desconcerta. Aquilo que nos surpreende; que nos encanta (que joga o canto para dentro da gente), que deixa que o seu som, se aquiete no sorriso que fica no canto do lábio, quando a gente percebe o seu jogo. Num tempo de tanta semelhança, onde os pacotes de novidade da indústria do rock parecem tão iguais, estirar-se no estirâncio sonoro dos Poetas Elétricos é a melhor coisa a se fazer, antes que o verão nos arraste para o mar e a gente fique entorpecido de calor e de silêncio.
Texto publicado na Coluna Bazar de Alex de Souza do Portal Nominuto e no Jornal de Hoje.
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| por Os Poetas Elétricos [09:46] |
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| 5.12.08 |
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saio à noite porque durante o dia o sol sobe tudo de mim.
carito |
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| por Os Poetas Elétricos [23:49] |
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| 3.12.08 |
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o sonho não acabou foi apenas uma quimera coincidência!
carito |
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| por Os Poetas Elétricos [15:13] |
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