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| 30.11.08 |
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A última flor do Dácio
Não erre ENE, não erre! Se for a última flor do Dácio em sua administração, que não seja o último desses encontros de escritores no RN. O ENE tem que ter continuidade. Só através do exercício que alguma coisa vai se construindo verdadeiramente, conquistando maturidade. Todos esperam que a prefeita eleita Micarla de Souza continue o projeto. Infelizmente a coisa sempre acaba sendo mais política. "Falta cultura pra cuspir na estrutura". Falhas da pauta existem, mas nem por isso fazem do ENE pior do que melhor. Claro que é melhor existir do que não. Claro também que nem por isso é menos merecedor de críticas. Li em algum blog, por exemplo, alguém dizendo que o ENE parece mais um Encontro de Escritores em Natal do que um Encontro Natalense de Escritores. Há uma reivindicação de muitos nesse sentido: uma maior atenção para os locais. Oficinas: outra sugestão pertinente. Pouca divulgação, e atrasada: outra crítica reincidente, como a necessidade de atingir um público maior. Mas há também muita gente que já está criticando antes mesmo da coisa acontecer. O produtor potiguar Zé Dias, inclusive, em sua mesa sobre a bossa nova, fez um ótimo manifesto, fazendo um resgate histórico da música do RN, dando uma resposta para aquela coisa chata de sempre: os niilistas de plantão não cansam de dizer por aqui que em Natal não acontece nada, que Natal não tem um nome que aconteceu, etc. E Zé Dias veio trazendo de priscas eras nomes e mais nomes como o Trio Irakitan, Nubya Lafayette, citando fontes, fazendo pontes, mostrando como Edinho do Trio Irakitan, por exemplo, influenciou o surgimento da bossa nova, provando a importância da música do RN para o Brasil e desabafando: "o pessoal aqui não valoriza porra nenhuma". E da mesa sobre a bossa nova foi muito bom escutar velhas histórias, como a que conta o curioso momento em que Roberto Menescal conheceu João Gilberto, ou como surgiu a música "O Barquinho" depois de uma difícil aventura da turma em um barco em alto-mar. Também foi bom ver/ouvir/"ouver" das antenas de Arnaldo depoimentos sobre sua obra e as várias possibilidades desse fazer, que para ele, só existe mesmo enquanto/quando refazer. Foi esperançoso ver todo mundo cantando suas músicas mais além dos Titãs. Por sinal, nesse ano o ENE acertou no novo espaço. Para mim, em especial, foi bacana conhecer Nicolas Behr, trocar idéias e identificações também com Silvério Pessoa, ver Marize Castro lançando um belo livro, bater papo com Moacy Cirne, Moura Neto, Vlamir Cruz, Fernando Mineiro (que levou os seus livros de Nicolas Behr da época que eram feitos no mimeógrafo para o autor autografar), Alex de Souza, Carlos de Souza, Carlos Fialho, Ruy Rocha, Sayonara Pinheiro, Giovanni Sérgio, Mário Ivo, Afonso Martins, Carlinhos Zens, Sheyla de Oliveira, Paulo Procópio e... e... e... E nada de Novaes sobre Washington - há muito Inácio de Loyola bradou: "Não verás país nenhum". Já no país do Nordeste, é sempre bom escutar alguma coisa sobre "O Lorde de Acauã" - porque tudo é importante quando se fala sobre Oswaldo Lamartine. Carlos Newton testemunhou a importância de Oswaldo para Ariano... Bem, são tantas coisas para ressaltar na mente, saltar nos olhos... Como a bela aula-show de Wisniki-Nestrovski-Morelenbaum e a bela platéia entusiasmada e mostrando que tem público para coisa boa, como a inusitada performance de sapateado de Emerson e Kleber... Comprei o ótimo cd de Wisnik "Pérolas aos poucos", que por sinal, eu já tinha uma cópia que um amigo de Sampa fez pra mim. Mas sou como muitos: mesmo tendo um bom pirata quem invade meu barco mesmo são os (melhores ainda) originais, com encarte, arte, essas coisas... Que cada vez mais sejam menos pérolas aos poucos, que o ENE continue e traga pérolas aos muitos! Ó abre ostras que as pérolas querem passar!
Carito |
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| por Os Poetas Elétricos [15:29] |
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| 29.11.08 |
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se for o caso
minha poesia é facinha abre as pernas, se for o caso mete a cara, se for o caso é pau pra toda obra, se for o caso aproveita a sobra, se for o caso minha poesia tem caso com tudo no mundo meio fio, pipoca, parafuso qualquer pessoa faz eu, por exemplo. (se for o caso)
carito |
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| por Os Poetas Elétricos [09:54] |
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| 27.11.08 |
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"III Encontro de Escritores começa nesta quinta"
"O III ENE - Encontro Natalense de Escritores - vai começar. De 27 e 29 de novembro, de quinta-feira a sábado, na Praça Augusto Severo, na Ribeira, escritores, poetas, jornalistas, romancistas, pesquisadores e intelectuais de diferentes gerações e pensamentos discutirão suas visões e caminhos literários em encontros inéditos por aqui. Estarão juntos escritores nacionais e locais frente a frente com o público dialogando sobre literatura, música, poesia e o que mais permitir a transcendência das palavras. O evento é uma realização da Prefeitura do Natal através da Funcarte.
A mudança de local é uma das novidades do ENE. Diferente dos outros dois últimos anos que aconteceu no largo da Rua Chile, o Encontro Natalense de Escritores passa a se alojar na Praça Augusto Severo, em frente ao Museu de Cultura Popular Djalma Maranhão. A outra novidade é a separação dos shows e das mesas literárias. As apresentações acontecem agora num palco montado na área externa.
Entre as mesas literárias mais esperadas estão as duas voltadas para o tema Bossa Nova e Vinícius de Moraes, reunindo nomes como Zuza Homem de Melo, Roberto Menescal, Zé Dias, Damião Nobre, Paula Morelembaum, José Miguel Wisnik e Arthur Nestrovski. A obra de Machado de Assis e o pensamento do escritor Oswaldo Lamartine também serão alguns focos literários em destaque nesta terceira edição do ENE, reunindo nomes como o acadêmico Antônio Carlos Secchin, Murilo Melo Filho, Diógenes da Cunha Lima, e ainda Carlos Newton Jr, Antônio Naud e Woden Madruga.
Outra mesa literária em destaque é 'O Escritor editor: conversas sobre o jornalismo literário', reunindo o editor da revista Bravo João Gabriel de Lima o professor e poeta Moacir Amâncio, o escritor Homero Fonseca e o jornalista Alex de Souza. Arnaldo Antunes estará presente num bate-papo com o público na quinta-feira, conversando sobre poesia, literatura e música, e sobre seu livro 'Como É que Chama o Nome disso', que ele irá autografar logo depois. O artista também fará um show acompanhado de banda, depois das 22h.
Confira, em anexo, a programação na íntegra."
Texto extraído do site da Prefeitura Municipal de Natal
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| por Os Poetas Elétricos [10:00] |
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pa(ra)dmaya
i.
silenciando o badalar dos signos tua poesia me chama.
ii.
no vai nuvem do sentido algo me dão doce.
carito |
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| por Os Poetas Elétricos [18:13] |
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| 25.11.08 |
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um dia me apareceu um anjo porto e me carregou com todos os meus navios.
carito |
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| por Os Poetas Elétricos [22:03] |
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| 23.11.08 |
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eu na janela e ela não me viu fiquei com cara de paisagem.
carito |
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| por Os Poetas Elétricos [10:46] |
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| 20.11.08 |
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| Os Poetas Elétricos e Edu Gómez no Festival DoSol Música Contemporânea Como Foi?
Por Rafael Cunha Conteúdo: Xubba.net
EDU GOMEZ A segunda noite é iniciada com o excelente show de Edu Gomez, o guitar man potiguar que sempre que toca impressiona com sua surra de guitarras. Banda composta por músicos tarimbados do nosso cenário: Miguel (baixo), Pitomba(batera), Rafael (programações, efeitos, gaita...), Diego (guitarra) e o experiente Edu Gomez, apresentam um show de impressionar, duelo fulminante das guitarras de Edu e Diego Brasil fazem o público aplaudir vigorosamente a cada fim de música, ora pesado, ora timbrado, com chorus, delay, wah-wha e todos os efeitos necessários para mostrar o máximo de qualidade do show, outra coisa que colabora é a ótima acústica da Casa da Ribeira que completa o clima e mais uma vez o resultado final do show foi super positivo. A escola do Edu Gomez é aquela galera Joe Satriani e afins, pra mim são perfeitas para aberturas de programas televisivos como esporte espetacular, globo esporte, essas coisas... Muito foda!!
POETAS ELÉTRICOS Após o Edu Gomez, ele fica no palco pra tocar com os Poetas Elétricos que entram com todo o brilho de sempre, músicas novas e outras já conhecidas são executadas por Carito e cia., levam além da música, intervenções poéticas que fogem dos padrões normais e que foi muito bem recebido pelo público do festival. Edu Gomez completa o som dos Poetas que fez um show bem à vontade em sua terra Natal.
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Veja agora galeria de fotos do Festival Dosol Música Contemporânea. Os clicks são do fotógrafo potiguar Nicolas Gomes no Portal DoSol:


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| por Os Poetas Elétricos [05:23] |
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| 19.11.08 |
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| saindo do ar: mário!
mário não entra no ar. ele sai do ar. e continua ivo, livro, mar rio, cartas náuticas, flor do sal. é hoje. na siciliano do midway mall, às 19 horas.
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| por Os Poetas Elétricos [10:34] |
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| 17.11.08 |
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o sol já experimentou de tudo
nada mais no ar sombra.
carito |
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| por Os Poetas Elétricos [14:57] |
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| 14.11.08 |
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por querer as nuvens e olhá-las tanto me espanto com a terra
a terra é redondamente enganada seu melhor cheiro é quando molhada as nuvens choram por nós.
carito |
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| por Os Poetas Elétricos [16:06] |
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| 11.11.08 |
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quando eu choro ela rio divisor de mágoas.
vertente de novo!
carito |
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| por Os Poetas Elétricos [10:26] |
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| 4.11.08 |
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ALMAS ALGEMAS
até que enfim se encontraram, foram presos um para o outro.
carito |
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| por Os Poetas Elétricos [12:31] |
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desprevenido para os pensamentos da madrugada
tu me atravessas feito cardume e me caças me devoras me afogo nessa tua lembrança sou muito prazer e dor.
carito |
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| por Os Poetas Elétricos [10:59] |
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