26.9.08

Os filmes de Tony Gatlif e o papel da música na trama ritualística


Vindo da viagem do post anterior, lembrando da minha amiga argelina Sakina eu lembrei do filme Exílios. Revi Sakina em 2006 quando ela esteve aqui em Natal. Falei para ela que eu tinha assistido ao filme Exílios de Tony Gatlif. Sakina elogiou o filme. Disse-me que retratava bem o seu país, de maneira real, intensa, longe de estereótipos. Recentemente aluguei outro filme de Tony Gatlif: Transylvania.



Mais uma vez fiquei maravilhado. É a liberação através do abandono. E assim como em Exílios, a música tem um papel fundamental para o estado de transe que o filme provoca. O crítico e colunista do Estadão Luiz Zanin afirma em seu blog:


"Transylvania, de certa forma, é uma continuação, temática e existencial, do longa anterior de Tony Gatlif, Exílios. Certo, Exílios é mais brilhante, é quase um transe, mas Transylvania também se impõe ao espectador de maneira envolvente e muito sedutora.

Mais uma vez , Gatlif propõe uma história de imersão cultural. Busca vácuos, espaços de resistência não programada, nos quais o mundo é diferente e não se parece com essa imensa lanchonete global em que se está transformando. Algo tem a ver com esse, digamos assim, multiculturalismo familiar que é a própria história do diretor. Gatlif, aliás Michel Dahamani, nascido na Argélia, de pais ciganos e ascendência espanhola: o homem é uma ONU ambulante. Ou melhor, uma ONU de outsiders, na qual predomina a sua porção cigana. Mesma predileção, não por acaso, de outro diretor, Emir Kusturica.

Para Kusturica, como para Gatlif, a cultura cigana funciona como antídoto contra a chatice politicamente correta do mundo contemporâneo. A mentalidade da nossa época é a do comedimento, culto à saúde, previsibilidade e segurança. O que Gatlif nos traz é de outra ordem, quase um mundo ao avesso, o da sensualidade ostensiva, do excesso alcoólico, do paroxismo dos sentimentos e dos sentidos.

E, claro, o elemento que melhor expressa esse estado de ânimo exacerbado é a música, e as cores. Por isso seus filmes são tão povoados de sons e de imagens fortes. Há um transe longuíssimo em Exílios, uma seqüência que um gosto conservador chamaria de repetitiva (sem entender que a repetição é característica, quando não pré-condição do transe). Em Transylvania não temos algo assim, mas todo filme é pontuado pela música. Não por uma trilha sonora, somente, mas pela presença em cena desses grandes instrumentistas ciganos.

Na história, Zingarina (Asia Argento) chega ao coração da Romênia, acompanhada de uma amiga e uma intérprete. Vem atrás de um cigano que conheceu em Paris e a deixou grávida e saudosa. Nessa Transilvânia de Gatlif não há nenhum Conde Drácula à espera de Zingarina. Mas os perigos (e encantos) que ela vai enfrentar não são menores. O filme tem seus defeitos. Mas é fascinante."



Para Rodrigo de Oliveira da Revista de Cinema Contraponto:


"Uma vez diante de Transylvania, é normal (e, em certa medida, até desejável) procurar ali no meio de toda aquela profusão de música cigana e gente desequilibrada alguns traços de Exílios, a obra-prima de Tony Gatlif lançada por aqui três anos atrás. É irresistível, por exemplo, observar a crise de Zingarina (Asia Argento), após uma grande desilusão amorosa, uma experiência de berros desesperados e um estado de semiconsciência que coincide com a passagem de uma grande festa popular romena pela rua, com Zingarina se misturando a toda aquela gente fantasiada e alegre, a câmera tomando partido daquele torpor como se fosse ela própria parte da dança, enfim, é irresistível olhar esta seqüência logo no começo de Transylvania e não relacioná-la diretamente ao transe mulçumano-umbandista experimentado por Zano e Naïma, lá pelo fim de Exílios." Leia mais aqui...



E veja aqui o trailer de Transylvania e assista aqui ao trecho de Exílios citado acima. Atenção: cuidado! Pois se depois disso você ainda estiver na terra, com certeza será uma terra em transe.


Carito

por Os Poetas Elétricos [14:40]
25.9.08
"Eu me considero feliz porque tenho do que ter saudades"

Jessé Dantas Cavalcanti (meu pai - in memoriam)


Com destino


O post abaixo me lembrou tempos idos em Madri, quando eu tinha aulas "in loco" sobre arquitetura gótica. Sempre que íamos a alguma cidade medieval nos arredores, como Toledo, Ávila, Segóvia, o professor de "La Catedral Gótica" fazia questão que eu, "el brasileño", e minha colega de classe, "la argelina" - Sakina Missoum - , ficássemos mais tempo na cidade depois da aula. Ah! Essa história que eu contei sobre o homem ateu que se converteu ao catolicismo de tanto visitar uma catedral gótica foi contada por esse meu professor espanhol. O professor nos dava dicas de destinos certos em cada cidade, mas sempre recomendava: "só começamos a conhecer verdadeiramente uma cidade quando nos perdemos nela". Algo como: com destino e sem destino ao mesmo tempo, ao mesmo espaço. Ou como diria tempos depois Chico Science nos psicotrópicos: "eu me organizando posso desorganizar".



Nesse tempo de movida madrilleña meu ex-cunhado (meu cunhado na época em que eu morava com ele, minha irmã e meus sobrinhos em Madri) era extremamente organizado, metódico, e só viajava com destino certo. Eu - que tinha uma Europa na mão e um road movie na cabeça - no começo resisti a tanta disciplina. Eu queria que tudo fosse meio "easy rider". Mas viajar com destino também é muito bom, e também pode ser um road movie. E esse tipo de organização também tem suas vantagens. Lembro que quem dirigia tinha direito a escolher o som no carro - colocar no tape-deck a fita cassete que desejasse. Assim fomos de carro de Madri para Edimburgo na Escócia, de Madri para os Alpes Franceses, entre tantas outras viagens "com destino". Ainda hoje lembro de um vídeo clipe real: nosotros chegando de carro lentamente na região de Savoie, a neve caindo na estrada, e eu dirigindo e escolhendo como trilha a canção Party Doll de Mick Jagger.



Agora começa a cair lentamente na minha cabeça uma cena "com destino" do filme Elsa Y Fred, ao qual assisti recentemente. Perto dos 80 anos, o casal se apaixona e vive novas experiências. Depois de Elsa proporcionar a Fred (viúvo recente) um novo ângulo de visão da vida, Fred proporciona a Elsa (doente terminal) a realização de um sonho antigo: ir a Roma, conhecer a Fontana de Trevi e reproduzir a antológica cena de Marcello Mastroiani e Anita Ekberg, do clássico La Doce Vita de Fellini.



E transcrevo um trecho de um poema de Frederico Barbosa que tem tudo a ver com o clima desse post:


"mapa é foto antecipada

miragem

do que se quer

viagem".



Com ou sem destino, com e sem destino, é preciso apenas ter tino para o (neg)ócio. Viajar é preciso, mesmo quando impreciso.


Carito

por Os Poetas Elétricos [09:06]
21.9.08
O OVO VIRTUAL (FINAL - It's only filosofia barata but i like it)

Parece que sempre foi assim. Uma coisa nega a outra para uma coisa levar a outra. Quebrar paradigmas e criar movimentos. Algumas formas são irreais, algumas fôrmas quase se encaixam no mundo concreto. Mas (nem sempre) de fino (abs)trato. Novas fronteiras. Concreto kamiquase. No limiar entre uma coisa e outra. Filosofia barata sempre há de pintar por aqui... nesse espaço virtual, onde me prostituo, já que digo por aí que prefiro outros entendimentos virtuais, de outrora, do poeta quando diz: "pra que realizar as obras se é tão bom sonhá-las"... Ah! Prefiro o virtual dos amores platônicos, das musas quase inatingíveis, do mundo secreto do cinema, do significado grego da palavra utopia, quando estou em nenhum lugar...

* * *

Já existe programa de reabilitação para viciados em internet.

* * *

E nem é ruim eu me chocar com todo esse neo-virtual. Se me choco tiro uma casca. Do novo.

Novo?

Leminski disse:

"o novo
não me choca mais
nada de novo
sob o sol

apenas o mesmo
ovo de sempre
choca o mesmo novo".

* * *


O pintor Flávio Freitas tirou muito mais que uma casca do novo: lançou o livro (físico) "TRÊS BICICLETAS PELA BEIRA MAR (PAI E FILHOS DE NATAL A CANOA QUEBRADA - TRÊS DIÁRIOS DE VIAGEM)". E põe físico nisso: o livro, o lançamento, as bicicletas, o espaço geográfico. E cinematográfico. Flávio pintou o SET. Aqui, a arte imita a vida.



Já no filme "A VIDA DOS OUTROS", na pesada Berlim oriental de 1984, existe algoz mais: o algoz virou anjo da guarda, de tanto vivenciar a vida dos seus suspeitos através de escuta clandestina. E mudou o clã destino. O investigador se apaixonou pela fascinante vida dos artistas que espionava e se transformou - segundo a história - em um homem melhor, digno de receber da própria vítima artista um "SONETO PARA UM HOMEM BOM". A vida imita a arte.



Dizem que no interior da França, de tanto visitar uma magnífica catedral gótica, um homem ateu se converteu ao catolicismo, através de uma vivencia espiritual em seu espaço físico.



Agora escuto Chet Baker, num clima de noite cool, querendo que a vida seja um filme rodando em câmera lenta. O trumpete de Chet sugere uma noite romântica, preto & branco, com vinho e luz de velas, perfeita, quase real, quase irreal. "Em 13 de maio de 88, Chet teve uma morte trágica, ao cair da janela de um hotel em Amsterdã. A causa do acidente tem duas versões: suicídio ou excesso de drogas. O que dá quase no mesmo."

* * *

Real ou virtual, real e virtual, há vida em tudo, há morte em tudo.


Carito

por Os Poetas Elétricos [21:03]
18.9.08
O OVO VIRTUAL (Parte IV - O LivroClip & outras possibilidades)


Assisti ao filme "O IMPÉRIO DOS SONHOS" de David Lynch e tive uma conversa real (e surreal) com minha companheira - em certo momento após o filme eu lhe disse:

- Nossa! Como você entendeu coisa do filme! Nem é bom entender tanto assim em filmes de David Lynch!

- (a fala da minha companheira aqui é só gargalhada, mas o que eu falei acima não foi só brincadeira - meu inconsciente me diz que também falei sério).

Na página 112 do novo livro físico de Moacy, pesquei essa pérola de Antonioni:

"Não creio que seja imprescindível entender um filme. O mais importante é vê-lo como uma experiência sensível".

Já as notícias precisam ser entendidas. E precisam ser novas. A cada minuto uma mídia virtual é atualizada. No jornal Tribuna do Norte, notícia (física/impressa e virtual, e já velha, pois o jornal é da semana passada) sobre "novidades" no mundo virtual - O LivroClip:

"O LivroClip é uma solução gratuita e interativa para incentivo à leitura e apoio ao professor na Internet e na sala de aula."

No site tem Mário de Andrade com música do Cachorro Grande.


Carito

por Os Poetas Elétricos [19:12]
16.9.08

O OVO VIRTUAL (Parte III - O exercício físico: algo em extinção)

Esse negócio agora do físico é cada vez mais virtual. O físico virou exceção. Via de regra o cara agora lança cd virtual, e se for físico ele avisa: se vai também lançar o cd físico. É um novo tipo de exercício físico.

Eu fiz um verdadeiro exercício físico na semana passada: fui ao lançamento real do mais novo livro físico do mestre Moacy Cirne - o ótimo "A CINEMATECA IMAGINÁRIA". Entrei na locadora de vídeos onde estava sendo realizado o evento, conversei com gente de verdade, tomei um vinho de verdade. Nem doeu. Mas no começo foi estranho. O que é que a gente diz agora para as pessoas quando as encontra cara a cara?

Na tv o escritor Ronaldo Bressane afirmou numa entrevista que hoje as pessoas acreditam muito mais no que tá na mídia, no mundo virtual, do que no mundo real, do que nas pessoas que estão ali do nosso lado.

O mundo sempre foi feito de fragmentos, a vida sempre foi uma colagem. Agora as formas é que são diferentes. Substituíram outras ou/e se somaram a essas outras.


Carito
por Os Poetas Elétricos [23:35]
15.9.08
O OVO VIRTUAL (Parte II - Tem uma lua de verdade lá fora!)

(Foto sacada da sacada do apto)

Tenho um amigo roqueiro de longa data, desde os tempos do colégio. Sempre que vejo a lua me lembro de "Dark side of the moon" e me lembro dele. Antes a gente se falava pessoalmente. Depois passamos a nos falar por telefone. Agora é mais por e-mail, mesmo morando na mesma cidade. Mas de vez em quando quebramos esse ovo virtual, saímos da casca, e vamos pra lua. E por falar em lua, em Pink Floyd e em Auridan, recebi um e-mail dele, me informando sobre a morte de Richard Wright. E eu passei um e-mail de volta dizendo:

É amigo. Triste. Eu tinha acabado de ler noutro canto. Um dia tem que ser. Fica a obra. E o cara. Pra sempre. Em sua obra. Em suas músicas, nas nossas mentes e corações. Nós que amamos o Pink Floyd, que somos de uma época de se orgulhar em ter ídolos, que somos roqueiros, sentimos muito, temos o romantismo e uma espécie de eterna juventude em nossa atitude atemporal de assim nos sentirmos...

Abraços,

Carito

por Os Poetas Elétricos [20:20]
14.9.08

O OVO VIRTUAL (Parte I - Tem alguém aí?)

Entrei na sala do meu velho amigo arquiteto e o reencontrei quase igual, se não fosse tudo tão diferente. Diferente de quê? Diferentes de antes. Antes de quê?

Antes de agora, ou de há pouco tempo, porque o tempo tá passando mais rápido do que antes. E nem vou me preocupar em provar alguma coisa respaldada em algo científico... Porque prefiro provar outras coisas, provar enquanto experimentar do que fazer o teste de São Tomé. É crer para ver!

Só sei que quando entrei na sala meu amigo estava se comunicando pelo msn. Com o arquiteto ao lado. Falavam entre si pela internet. Ainda que estando os dois no mesmo espaço físico. A condição virtual se transformou em uma nova condução real. Uma nova realidade.


Carito

por Os Poetas Elétricos [22:08]
12.9.08
E QUEM QUISER ASSISTIR AO VIDEO SOBRE O FESTIVAL MADA 2008 REALIZADO PELA TRAMA/RADIOLA NO YOUTUBE É SÓ CLICAR AQUI.

E QUEM QUISER COMPRAR O NOVO CD D'OS POETAS ELÉTRICOS À VENDA NA LOJA VIRTUAL VELVET DISCOS É SÓ CLICAR AQUI.
por Os Poetas Elétricos [23:35]
9.9.08
Do Mada ao DoSol

Fomos também selecionados para o Festival DoSol (é a segunda vez que tocamos no Festival DoSol), que acontecerá em novembro aqui em Natal. Nessa edição de 2008 o Festival DoSol somará ao que vai rolar nos galpões da Rua Chile um novo bloco de apresentações de música contemporânea de vanguarda na Casa da Ribeira. Para esse novo bloco fomos chamados. Com muita honra.

E aproveitamos o comunicado acima para postar abaixo a cobertura que pescamos na net sobre nossa participação no Mada 2008.


OS POETAS ELÉTRICOS - COBERTURA MADA 2008

"O Poetas Elétricos, que abriu a noite, mostrou uma mistura de sons eletrônicos, MPB, poesia e toques teatrais (lembrando uma versão mais alternativa da Blitz, em vários momentos; em outros, mostrando influências mais tradicionais, de grupos como New Order). O grupo não tem bateria (usa apenas sons eletrônicos disparados de um laptop, além de percussões) e tem em Carito (voz), Michele Regis (voz) e Edu Gomez (guitarra e efeitos) seu núcleo duro.

- Eu e o Edu tínhamos uma banda bem conhecida de rock aqui em Natal nos anos 80, o Modus Vivendi. Mas a gente já estava cansado de ter banda. Queríamos fazer uma coisa que fosse moderna, eletrônica e poética, sem seguir uma fórmula - diz Carito, influenciado por poetas como Chacal, Arnaldo Antunes e pelo trabalho do ex-Mutante Arnaldo Baptista. - Já passamos por trabalhos mais experimentais e tradicionais, e resolvemos transcender tudo isso."

REVISTA LABORATÓRIO POP


"Esse ano, o evento completa 10 anos e começou de forma surpreendente, com a apresentação do grupo potiguar 'Os poetas elétricos' que levaram a poesia, sentida em palavras e em música, emocionou o público que ainda chegava timidamente a Arena do Imirá, sob uma ventania que vinha do mar e anunciava chuva, acariciava os presentes e dava as boas vindas para o novo e para a arte. Com palavras tocadas e músicas faladas, com a sensibilidade de Carito e a densa perfomance e a voz marcante de Michele Régis que passaram a mensagem em grande estilo e a certeza de que pode sim, encontrar poesia em tudo e em qualquer lugar."

O JORNAL DE HOJE


MADA 2008 - Com show redondo, Os Poetas Elétricos foram destaque na noite

"A noite foi aberta pelo Poetas Elétricos. Em uma apresentação redondinha, o grupo logo envolveu o palco em sua sonoridade elaborada, onde batidas eletrônicas ganhavam corpo através de guitarra, baixo e trompete tocados com um senso melódico preciso na mistura do orgânico com o sintético. As imagens retro-futuristas do telão ao fundo complementaram com precisão a viagem proposta pelos poetas."

TRIBUNA DO NORTE

Punk, psicodelia e chuvisco na quinta do Mada 2008

16/08/2008 - Tádzio França - Repórter


"Quando Os Poetas Elétricos subiram ao palco, não havia filas para entrar no festival, cuja montagem é integrada a um hotel à beira mar. O cenário - devia haver pouco mais de 50 pessoas à frente da banda - dava a entender que a noite não seria de grande público. Poucas horas depois, muita gente se espremia a espera do O Rappa, atração principal da noite.

A banda local que abriu o festival mistura guitarras e batidas eletrônicas, com um pandeiro pontuando o ritmo em algumas músicas; em outras, um trompete divide as atenções com os dois vocalistas, Carito e Michelle Régis."

REVISTA ROLLING STONE (15/08/2008)


"Choveu, parou, choveu, parou e assim foi a noite toda de ontem. Na primeira noite do Mada, um tanto irregular, o melhor foi ver que pela primeira vez as bandas locais foram realmente relevantes. Especialmente os Poetas Elétricos. A pernambucana Amps & Lina usa bases eletrônicas como combustão rítmica, associando-se integralmente ao Cansei de Ser Sexy. Os PE vão numa onda meio Blitz 2000. Houve um tempo em que os jornalistas chegavam a torcer para que os grupos de Natal melhorassem."

Poetas Eletrônicos - 15/08 - 13:23

REVISTA LABORATÓRIO POP

Mário Marques


"Hoje eu vi Poetas Elétricos (RN), que me pareceu uma mistura de Morcheeba com a Blitz."

Meu blog na web

André Cananéia

Sexta-feira, 15 de Agosto de 2008


"A noite abriu com os Poetas Elétricos e sua mistura musical. Os potiguares seguraram bem a onda de abrir o MADA e mostraram um som consistente, acompanhado de um instrumental afinado e vocais bacanas."

ROCK POTIGUAR (16/08/2008)

Sandra Martins


"Com uma pontualidade precisa, os shows se sucederam, um a um, no horário previsto, iniciados às 21h30. 'Nós nos deitamos e fumamos; e agora, sem palavras, nos entendemos perfeitamente, na eloqüência de um silêncio (...)'. A frase do escritor Nick Tosches dá as boas vindas no site da banda de rock que abriu o festival. Incisiva e com presença de palco, Poetas Elétricos tocaram para meia dúzia de pessoas. O público da quinta-feira ainda estaria por chegar na Arena do Imirá."

JORNAL O POVO (16/08/2008)



MADA - Poetas Elétricos abriu com sucesso a primeira noite do Festival

"Uma das angústias dos músicos potiguares hoje é a construção de pontes que possam ligá-los ao resto do mundo, essas que conseguem mantê-los em contato com jornais, sites e revistas especializadas em música. Poucos artistas daqui conseguem um pedaço nesse latifúndio chamado Brasil. O MADA desse ano abriu uma clareira nesse assunto e as bandas Rosa de Pedra, Os Poetas Elétricos, Lunares e Brand New Hate foram destaques na imprensa especializada como a Revista Rolling Stone, o Jornal do Brasil, Correio da Paraíba e sites como Laboratório Pop e Recife Rock.

Os Poetas Elétricos

Para o vocalista Carito, dos Poetas Elétricos, um dos momentos mais fortes do show foi quando recitaram o poema de Mia Couto que diz 'Eis o que aprendi nesses vales onde se afundam os poentes/ Afinal tudo são luzes e a gente se acende é nos outros/A vida é um fogo/nós somos suas breves incandescências'. Pelo visto, eles conseguiram acender e receberam com os outros grupos citados na matéria, críticas - em sua maioria - construtivas depois do MADA. 'De uma maneira geral a gente gostou muito de tocar no Mada porque a gente vê na prática o que é um festival consolidado na diversidade. Já que a gente faz um show mais experimental. A gente acha que o festival deve ter o caráter investigativo, além do festivo e por isso gostamos muito da experiência', disse Carito lembrando que foi entrevistado pelo Jornal do Brasil e pela Trama Virtual/Multishow. Um dos pontos que ele considerou negativo no show foi ter tocado primeiro, pois tinha um público pequeno. 'Na hora a gente relevou isso e preferimos encarar como uma honra e abrir os dez anos do mada. No fundo a gente não liga muito não, a gente faz o mesmo show para dez pessoas ou para dez mil', brincou. Nos planos do grupo está a troca de experiências com outros grupos e a busca por pontes que levem o trabalho para um público maior. 'Foi um novo momento, a gente usou o experimentalismo com alguns elementos mais pop e tivemos a oportunidade de apresentar essa ambigüidade. O festival provoca a curiosidade, a troca e isso é importante para qualquer músico'."

Santos de casa repercutem com sucesso no Mada 2008
20/08/2008 - Tribuna do Norte - Viver - Michelle Ferret - Repórter


por Os Poetas Elétricos [11:13]
3.9.08

Testemunho

Os shows do Projeto Seis & Meia de ontem tiveram uma participação pra lá de especial: Sara, de apenas quatro anos, filha do jornalista e músico Moisés de Lima. Sara cantou e encantou as atrações da noite (Mirabô e Renato Terra) e toda a platéia.

Sarinha, como é chamada carinhosamente por todos, cantou com Mirabô a canção "Colando a Boca no Teu Rosto" (parceria de Mirabô com Capinam). Mirabô, que sempre tem tantas histórias para contar, dessa vez trouxe a protagonista de uma delas para o palco. Ele contou que chegou à casa do jornalista Moisés de lima e ficou impressionado com a pequena Sara que sabia cantar todas as músicas do seu disco. Mirabô ressaltou que são canções muito elaboradas, mas sempre modesto, disse que não devido a ele, mas por causa dos músicos pra lá de profissionais que o acompanham e dos poetas que ele tem o privilégio de musicar enquanto compositor. À elegância de Mirabô somou-se a elegância de Sara, que demonstrou uma habilidade incrível com o instrumento da voz e uma intimidade surpreendente com as canções. Mirabô disse que foi esse o motivo dele ter convidado Sara: mostrar que as pessoas precisam ter acesso à boa música. Através dos seus pais, Sara tem acesso a belas canções desde cedo e desenvolveu um gosto pela qualidade. Mirabô convidou Sara para ela dar esse testemunho. Sara voltou para o bis de Mirabô, e ainda cantou com Renato Terra um clássico pop seu dos anos 80: "Bem Te Vi".

Que bem te vi, Sarinha! O que me fez lembrar um texto que li recentemente na internet. Ao escrever o artigo UMA VISÃO POÉTICA DO ESPAÇO SEGUNDO GASTON BACHELARD (1884-1962), João Ferreira diz:

"Como as coisas têm de ser provocadas para que nasçam, os indivíduos e a sociedade terão de colocar na ordem da vez, através de uma revolução especial de pensamento, de educação, de opinião e de movimento de idéias, esta postura para que as coisas do nunca cheguem a celebrar as núpcias da sua vez."

Já no blog DoSol, Anderson Foca postou um texto do jornalista Marcos Bragatto (ABAIXO A PREGUIÇA, ACIMA A OUSADIA!), que acredito muito bem servir para complementar essa reflexão.

Carito

por Os Poetas Elétricos [16:33]
ARQUIVOS       

 
 
Maria Elétrica
Palarveando
A Sina de Ina
Prelúdio Erótico do Poema Machão
O Espírito das Letras
O Aniversário de Gni
 
Assista aqui o video vencedor do Curta Natal 2006
"PALARVEANDO" do diretor Mário Ivo Cavalcanti

Para visualizar em tamanho maior: Assista Aqui!
Video selecionado para a 20a Mostra do Audiovisual Paulista