31.8.07
A PONTE
da noite que caiu em si quando estava sol


Seu amigo parte deixando-o na ponte.

- Tem certeza que ficará bem?
- Bem mal! Ele responde com a ironia de sempre.

Seu amigo acelera o carro e ele ainda pode ouvir um pouco de Beatles se distanciando no cd player: "Across The Universe". Ele fecha os olhos e pensa positivo: tudo vai ficar mais claro para mim. Chega de escuridão! Mas ele se surpreende quando abre os olhos:

- Que ponte é essa? Que lugar é esse? Que cidade é essa? Não parece mais o país que vivo... Seus pensamentos psicotropicos perdiam o sentido e flutuavam enquanto o frio aumentava. Frio, solidão, noite. Noite estranha... que clareava. Ele estava longe de casa.

- Nunca vivi naquele país mesmo.

Já era madrugada. Já era Rússia. Sol da meia noite. Tudo claro: noite branca de Dostoievski. Já era França: Jules e Jim de Truffaut... Tudo era andança, não e sim... Dualidades enfim...

- No fundo sempre olhei só para o meu próprio "umbiguo"...

Ele pensa se a ponte é pra pular ou pra ligar a alguma outra coisa. Na dúvida não ultra-pense! Ele estava pensando demais. Passa um menino com um panfleto de propaganda dizendo: "Tudo que você precisa para não pensar: Meditação na Índia! É um pulo daqui".

- É um pulo daqui? Esse panfleto tá de sacanagem comigo...

Um mendigo na rua aparece debaixo de um cobertor e reclama:

- Ei! Me deixa dormir! Vai dormir!
- Como? Com essa claridade?
- Ah! Depois você se acostuma com a clareza das coisas... Foi você que pediu isso, lembra? Pára de pensar. Vai para a Índia meditar. É um pulo daqui!
- Você também pedindo para eu pular da ponte?
- Só estou fazendo uma ponte... Na verdade, a ponte já está feita...

Ele olha para a ponte que parece não ter fim, sua altura também parece não ter fim... Atravessar, ligar, pular? Onde estará algum não e sim?

O carro do seu amigo volta pela ponte: "Nothing's gonna change my world, nothing's gonna change my world"...


Carito

Foto de Joca Soares http://www.flickr.com/photos/jocasoares
por Os Poetas Elétricos [17:53]
30.8.07
QUEM É DO AMAR NÃO ENJOA...

Amar é entrar numa canoa furada. Depois nadar, nadar e morrer na praia. Como um amar'atonista. Visão pessimista? Que nada! Nada mesmo! Nadar mesmo! E achar bom ainda! Geralmente a visão é linda, a praia é linda, até que finda. E o coração da canoa inunda: tanto bate até que afunda! E depois de morrer, renascer para entrar noutra canoa. Que rima e rema numa boa. Mesmo furada, avança! E nessa dança, a canoa balança, enjoa, mareia, faz cara feia, deseja a canoa alheia, vomita de barriga cheia. Mas quem é do amar não enjoa. Não enjoa de enjoar. Mesmo quando o amar não tá pra peixe. Ou sereia. É só não botar areia. "Deixa as águas rolar... eu bebo até me afogar"...

Viva! Mesmo à deriva...


Carito
por Os Poetas Elétricos [13:52]
28.8.07
A lei do vento livre

Proponho uma lei que garanta o vento soprar, o direito de ir e vir ventar, sem barreiras... Uma lei anti-sequestro para os prédios que roubam nosso vento...


Carito

Xilogravura de Flávio Freitas

por Os Poetas Elétricos [21:25]
27.8.07
Hai-coco


O coqueiro balança
O coco cai:
E é mais um hai-cai!


Carito
por Os Poetas Elétricos [17:28]
26.8.07
O PAPEL DE CADA UM

O baseado dá de cara com o espelho em brasa que lhe diz:

- SORRIA! VOCÊ ESTÁ SENDO FUMADO!

Baseado nisso, vai fundo, e é claro que o seu usuário põe seu dedo nessa história, até queimar a ponta, para não desapontá-lo (esse baseado é o tipo do sujeito que está sujeito a tudo, e que quanto mais enrolado melhor - mais cumpre o seu papel).

E litOralmente escreve um hai-kai para a larica:

AFTER LOMBRA

MAR
COM
NHAC!

Carito
por Os Poetas Elétricos [18:31]
24.8.07
O SONHO DAS MANGUEIRAS

Estávamos eu e Edu chegando numa espécie de laboratório e eu aparentemente não sabia o que estávamos indo fazer, mas nossa mente parecia já adaptada para um auto-reconhecimento imediato deixando que coisas estranhas passassem por estranhas somente por alguns frames, como se sendo estranhas fizessem parte de um mundo passado, de filme retrô.

Então minha mente rapidamente se familiarizou com aquilo, como se já fizesse parte de uma rotina, que era avisada à mente e reconhecida pela mesma poucos frames antes da rotina acontecer.

E assim eu e Edu, lado a lado, braços esticados, fomos repor alguma coisa dos nossos corpos. Não! Não era pico, droga convencional injetável, essas coisas de junkies decadentes do passado, embora coubesse ali uma trilha genial de Chet Baker e um ambíguo clima futurista a la Blade Runner.

Havia umas mangueiras, algum líquido de introdução aos nossos corpos. E quando olhei para nossos braços, rapidamente apareceram buracos - a pele foi cedendo, se transformando em micro-cavernas para as mangueiras entrarem.

Mas foram apenas nossos braços em aparentes novos guichês. Faz muito tempo que estamos procurando nos velhos clichês sabermos quem somos por inteiro. Por isso estamos sempre lembrando de... se isso te piegas ou não - das sombras de outras mangueiras... Para continuarmos... dando uma esticadinha também em nossos abraços...

Agora escuto um barulho em fade-in, de outra mangueira: é a estação primeira querendo entrar no sonho...

Outros líquidos de outras mangueiras ainda caem dos olhos, e salgam a boca, e não à língua de distância do coração tá-que-ardia: tão perto que mais certo que a realidade de cada dia... Um sonho cheio de mangueiras e ainda assim nada enrolado. A vida tá muito mais... pra tudo que é lado! Holisticamente percebendo: enrolada e sombreada. Mas enrolada que sombreada no país da carne aval...

Já fora do sonho eu interfiro: viro filme, e tento real: que tal... uma fuga pro Mexico? Una siesta daquelas con un sombrero daqueles? Nem precisa ir tão longe - talvez ir tão monge por aqui mesmo: na luz da Pedra do Rosário, seduz o imaginário sombreado à beira de um condenado Rio Potengi que acena por tingir nosso (ainda possível?) Sena (é realmente uma pena nosso Sena por um triz... puta que Paris!), no bairro bucólico perdido da parte Montmartre de Natal...

Absyntho muito sempre há de pintar por aí...

Carito

PEDRA DO ROSÁRIO (Foto de Giovanni Sérgio)
por Os Poetas Elétricos [20:57]
22.8.07
Bagunçando o correto

O que é o correto? O que está na praça? O padrão vigente? Eu vi gente não vigente bagunçando o correto da praça! Gente normal, gente com dor, passando, tirando sorrisos do caminho, balançando o chão da praça...

O correto não é de uma só cor, o correto não é reto.


Carito
por Os Poetas Elétricos [20:30]
20.8.07
Jantar de comemoração pelo disco já quase voador...

No ap de Edu e Michelle, noite dessas, celebrando os últimos dias de epompéia de mixagem do nosso segundo cd... na reta final... ou melhor desdizendo: nas curvas finais... pois vamos também de curvas sonoras, espaciais, muitas... bem mais além dos planos cartesianos...

Comadre Michelle preparou uma ceia especial regada a vinho tinto, para, after that: a audição do cd! E já pintando até idéias para o terceiro...

... e a afilhada poeletricazinha Sofia (que, puxando a mãe, também participou do cd com experimentais e belos vocais) nos ensinou performances para os próximos recitais-shows...

Do padrinho Carito


por Os Poetas Elétricos [20:09]
17.8.07
Tirei na loteria
Para Paula Ortiz

A tarde arde e vou na Limbo e bingo: tiro na loteria! Em tempo (para quem não sabe): a Limbo é uma pequena e deliciosa livraria-café que fica na Avenida Afonso Pena em Natal, dos amigos publicitários Gabriel Novaes e Márcio. E a "Loteria" é uma nova canção (ainda inédita) da novamiga Paula Ortiz, musa cantante da banda Eletro-Brilhar, que tive o privilégio de escutar via arquivo in loco, in Limbo, in computer, que o Davi me mostrou, quando cheguei lá na livraria tarde dessas...

Assisti uma apresentação da banda Eletro-Bilhar numa previa do Festival DoSol e vou transcrever abaixo o que escrevi para essa eletro-moçada a brilhar (o texto TACO CERTEIRO). Mas antes quero ainda comentar sobre a loteria desse dia, dessa tarde na qual Davi comentou com a força de Golias: - A Paula tava meio mal e fez essa canção! E eu escutando aquela canção sofrida, bela, triste, tenho que te desejar Paulinha, algo meio insólito, em nome da arte: continue sofrendo, para nos fazer tirar na loteria tardes cinzas de blues, lágrimas de chuva quente - item "abrigatório" para quem quer ir fundo na alma...

paula
atina
a mente...

* * *

TACO CERTEIRO

- Tá me reconhecendo?
- Claro!
- Tem certeza?
- Claro! E um bom show pra vocês! Falei pra Danina.

Depois comentei com Michelle na plateía. É que Danina felina não sabia que ela não era a primeira menina show-woman que eu conhecia que se vestia de drag-queen. Michelle Regis na veloz-cidade dos já quase velhos tempos do Elektra mandava ver na "pós-dução". E produção pós-moderna também é uma marca (literalmente) da banda Eletro-Bilhar. Paula deixa tudo por um triz... por Ortiz... a bilhar nossos navios e explodir nossos pavios - marca com unhas e dentes e pernas pra que te quero e caras e bocas e gritos e mitos o espaço a passo do palco numa ceeletrobrilhação litúrgica-lisérgica deixando a cuca em rito numa sinuca de bico! O Felipe parece que saiu flutuante da Roxy Music dos anos setenta/oitenta e de Cris chovem lâmpadas de amor sem pressa legal a bessa num som-atitude-altitude-e-pressão que me deixa Maníaco..............................................................

POR VOCÊS EU MORRO DE AMORNÍACO!

Com rito
Carito


http://palcomp3.cifraclub.terra.com.br/eletrobilhar/
http://tramavirtual.uol.com.br/artista.jsp?id=47838
http://palcomp3.cifraclub.terra.com.br/release.php?id=6540
por Os Poetas Elétricos [16:01]
14.8.07
EDU GOMEZ EM NOITE DE BLUES NESSA QUINTA!!!

Nessa quinta (16 de agosto), às 22 horas, o guitarrista EDU GOMEZ estará se apresentando com banda e convidados especiais dentro do Projeto CLUBE DO BLUES (que iniciou com Flávio Guimarães), no BUDDA PUB, em NATAL. No repertório, suas músicas da época que tocava no Mad Dogs, algumas músicas de Moisés de Lima, mais clássicos do blues e rock, internacional e nacional, como Jimmy Hendrix, Santana, Steve Ray Vaughan, Eric Clapton, BB King, O Peso, etc. Na banda de apoio, Gustavo Concentino na guitarra, Léo no baixo e Samir na batera. Nos convidados: Giancarlo, Michelle Régis e Carito dando uma canja nos vocais.

Em tempo: para quem não sabe, Edu Gómez está na cena musical faz mais de 20 anos, em projetos como Lã de Vidro, Banda Z, Modus Vivendi, Mad Dogs, Quase Famosos, Tricor... Nos últimos tempos desenvolve o projeto experimental de música e poesia com Os Poetas Elétricos e o seu projeto solo instrumental, já tendo conquistado vários prêmios com esses 02 projetos.

O blues é uma de suas influencias e paixões, sempre com uma forte pegada de hard rock.

A noite promete!

por Os Poetas Elétricos [22:00]
12.8.07
Eu, , meu irmão, meu pai e Nelson Gonçalves

Não lembro se foi no aeroporto de Natal. Mas o aeroporto estava praticamente vazio e quando vi o ídolo do meu pai, tratei logo de mostrá-lo discretamente: Nelson Gonçalves estava um tanto inquieto e caminhava de um lado para o outro. Quando ele passou por nós, nos dirigiu a palavra, com uma expressão de dor, com a mão na barriga, como se nos conhecêssemos:

- Estou com uma azia...

Nunca esquecemos daquele nosso momento íntimo com Nelson... Eu, meu irmão Mário Ivo, meu pai e Nelson Gonçalves dividindo conosco sua azia, na sala vazia... Nosso silêncio e respeito num tempo de aeroporto sem caos. Não houve autografo nem fotos. Só cumplicidade...

E hoje mais uma volta do boêmio no encontro do dia dos pais: cd, dvd de presente, de passado, de futuro: da mesma região da azia, o diafragma feito trovão no temporal solta a voz atemporal que nosso pai nos ensinou a gostar, nos acordando e cantando todos os dias:

"A deusa da minha rua
Tem os olhos onde a lua
Costuma se embriagar
Nos seus olhos eu suponho
Que o sol, num dourado sonho
Vai claridade buscar"...


Carito
por Os Poetas Elétricos [12:13]
10.8.07
SÊMEN-ÓTICA
Uma experiência erótica ou uma ilusão de ótica
(Entre inéditas, revisitadas & reinventadas)

1. PRAZER À VISTA

Geme
Às claras
Dos ovos.

2. UM DIA A CALÇA CAI

Todo homem é uma braguilha.

E uma braguilha
É uma porção de homem que enguiça
Cercada por mulher movediça.

3. CHAMADA ORAL

Ficou boquiaberta
Com a minha cara
De pau!

4. ENTRE A FRICÇÃO E A REALIDADE

Da ordem e da lei
Ela me tira
Sem mais delongas

Me apaixonei
Por aquela mentira
De pernas longas.

5. JOGO DE CAMA

Não há maus lençóis
Ela tem o edredon de fazer tudo
Nas coxas!

6. PENIS ET CIRCENSE

Pau e circo
Para o ovo!

7. SEX BOX

Tanques de carros são vaginas
Engolindo bombas
De gasolina

8. SEX BOX II

Espermas são carros velozes
Em busca do sexo
Ou posto

9. ATO FÁL(H)ICO

Sinto:

Esse amor que eu quis tê-lo
Eu vou conquistá-lo
Numa questão de estalo

Minto:

Vou mandar fazer um out-dôr
Pra botar pra fora esse amor
Em grande estilo!

10. ACORDANDO COM A MENINA CAFEÍNA

O café da manhã
Sentava sobre
Meus ovos mexidos!

11. AFANANDO A FÃ
hai cai indo em tentação...

Sou fã
Da minha groupie
E quero fazer um trabalho em groupie

12. UM DIA É DA CALÇA, OUTRO DE QUEM A TIROU...

Quer ser minha musa
Então
Me usa

Me inquieta
Para que eu possa ser
Seu poeta.

13. A TÁTICA NA GRAMÁTICA

Ao observar seus colchetes
Abriu a porta e um parêntese:
(- Tenho um travessão pra você!)

14. SOB UMA OUTRA ÓTICA

O olho fudeu a pupila
Só pra quebrar
A retina.

15. AMOR

Se fez com pressa
Se faz compressa!

16. NA COBERTURA (DE FRUTA)

Ananás
Ana nas
Alturas
Comendo abacaxi

Oh! Ana nas alturas
Comendo abacaxi
Abaixa aqui
Pra mim
Tirar uma casca!

17. GINA

Cada pedaço no espaço
Você imagina
Você imagina ou você vê
Você vê Gina você vá Gina
Gina é um imã que lhe atrai ou que lhe trai
Que atrai você...

18. PRELÚDIO ERÓTICO DO POETA MACHÃO

Nunca vi musa com blusa
E agora que você é minha
Favor ir arriando a calcinha
Tenho na mão um imenso lápis que já está torto
De tão a fim de escrever pelo teu corpo!

19. QUASE COM A MÃO NA MASSA

Sarro bizarro
Com macarrão?
Marca não:

Spaghetti no satisfaction!

20. COM AREIA E TUDO

As horas gozam
Na ampunheta
Do tempo


Carito
por Os Poetas Elétricos [00:11]
7.8.07
Bergman, Antonioni... e alguém para trocar a identidade comigo...

"Ontem completou o sétimo dia da morte dos dois cineastas". Assim começa a postagem de hoje do meu mano Mário Ivo que estreou faz alguns dias o maravilhoso blog Cidade dos Reis. http://www.cidadedosreis.blogspot.com/ Seu mano-súdito aqui ainda lhe rouba um pedaço do título de sua postagem para essa minha compostagem de hoje, mas sem agrotóxicos, só velhos e bons tóxicos: afinal vou falar de "Zabriskie Point", "Blow-Up" e "Passageiro-Profissão Repórter" por aqui...

Sempre admirei Bergman, mas pela maldição do rock me mirei mais em Antonioni. Não sou crítico nem coisa nenhuma, só coisa alguma. Ou seja, me contradigo assim que sinto o perigo, assim que quero, não espero. Por isso, caro leitor, cara leitora, não duvide: Antonioni era rockeiro sim! E ai daqueles estudiosos cinéfilos intelectuais que duvidarem de mim, me desafiarem no contrário. Eu tenho a arma do imaginário! E sabe o que vai acontecer com esses que me desafiarem? Nada! E não tem nada pior do que acontecer nada na vida de alguém. Portanto, por tanto mesmo, fique a esmo, meio "Blow-Up", exploda em "Zabriskie Point" e sinta o que senti quando tomei ácido por osmose na hipnose de "Zabriskie Point", quando vi Jimmy Page tocando psicodelicamente numa garagem em "Blow-Up", e vi ali, literalmente, na ampliação das idéias, que a gente pode ver o que quiser...

Agora quero mais: quero trocar de identidade com alguém. Como o personagem de Jack Nicholson em "Passageiro-Profissão Repórter". Cansei dessa vida! No filme, Jack deita e rola na trama, tem até morte. Quero deitar e rolar. Mas não quero morte. Só quero sorte. A sorte de um diretor como Antonioni para dirigir... meu carro comigo pelo deserto vermelho...

Carito
por Os Poetas Elétricos [16:27]
2.8.07
patagonizante

estava dormindo na minha atacama e um belo dia acordei e quando abrolhos vi que lá em casa tava uma amazônia daquelas... comi japão com manteiga e fui acometido por uma budapeste de lugares que ainda quero conhecer, uma verdadeira praga além da primavera: verão na ilha de páscoa e que tudo mais vá pro inverno: cerveja antártida, guaraná tailândia... e tenho que me ligar para não engolir moscou... minha cabeça tá uma ucrânia vazia... quero ficar tanzânia por aí......ah! e para fechar um café expresso oriente... trem muita coisa por aí que ainda quero conhecer e para isso sei que não devo andar na linha... o mundo é visto por quem é vasto...

carito
por Os Poetas Elétricos [00:04]
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A Sina de Ina
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Assista aqui o video vencedor do Curta Natal 2006
"PALARVEANDO" do diretor Mário Ivo Cavalcanti

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