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| 16.5.07 |
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Johnhy Careca & Os Neurônios Cabeludos
Essa é a história de Johnhy Piolho. Líder de uma banda de rock pesado pós-punk-neo-não-sei-lá-o-quê, que deixou seu cabelo crescer para realizar seu sonho:
- Eu serei belo!
Mas Johnhy começou a perder cabelo. É que Johnhy vivia de excessos: de bebidas, de drogas, de peso do som, de cabelo, de sujeira, de piolho. Johnhy não tinha uma face. Tinha uma cara, uma caracata. Caricata piolho cujo excesso lhe deixou com uma pulga atrás da orelha. Um dia a pulga lhe disse:
- Abra o olho, Johnhy! - Não posso! Com esse cabelo todo caindo nos meus olhos... - Você ainda não viu nada. Esses piolhos vão lhe deixar sem cabelo. Mude o estilo, faça new age, tome um banho, ainda é tempo... Eu tô pulando fora! Disse a pulga.
Mas Johnhy resolveu fazer um tratamento com um tônico capilar e ficou obsessivo com isso. Nos ensaios ele se atrapalhava todo, e dizia para o guitarrista da banda:
- Dá o tônico! Quero dizer, dá o tom!
Ninguém agüentou mais Johnhy. Nem ele mesmo.
- Chega! E foi tomar aquele banho... Quando terminou que se olhou no espelho...
- Nããããoooooooooooooooooooooooooo!!!!!!!!!!!!!
Johnhy tinha ficado careca depois do banho, mas seus neurônios restantes tinham bebido todo o tônico por osmose e ficaram cabeludos...
Johnhy mudou o estilo e foi cantar som futurista...
- Sabe como é, é um som do pensamento, que vem de dentro... E ele passou a cantar com o pensamento...
Johnhy Careca & Os Neurônios Cabeludos fizeram sucesso, todos de dentro concordavam:
- É um som muito cabeça! - Essa música é muita massa... cefálica!
E Johnhy mudou seu sonho, não dizia mais "eu serei belo", mas sim...
- Eu cerebelo!
Assim Johnhy Careca finalmente descobriu sua beleza interior!
Carito
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| por Os Poetas Elétricos [20:00] |
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| 12.5.07 |
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É UMA CASA FORTALEZA, COM CERTEZA!
Apesar de alguns sérios problemas de consciência na estrutura geral das cidades do Nordeste, aquela simpática frase de boas vindas ("a casa é sua") continua presente no inconsciente coletivo da grande maioria dos lugares nordestinos. Apesar do quase pecado (de ser) capital, Fortaleza não é exceção de hospitalidade, força e beleza.
Numa viagem rápida à capital cearense, não pude deixar de rimá-la com nonsense, e vou aqui José elencar alguns pontos os quais acho interessantes, e quem não entender por falta de referência sugiro colocar a cidade na lista de suas próximas reverências:
- O grande rio Fausto Nilo deságua no Dragão do Mar, onde fez sua intervenção poética-arquitetônica repleta de espaços vazios no céu de astros vagabundos:
"Mas se o astro vagabundo Na verdade vai chegar Não quero ver o fim do mundo Vou dormir em teu jardim"...
- Não tive o mesmo sucesso na hora em que eu quis cantar outro hino: vocês têm algum disco de Karine Alexandrino?
- Talvez por isso que um certo Cidadão Instigado se mandou de lá desvairado para a paulicéia...
- Por outro lado, mas de dentro, um ser tão iluminado continua na ativa para passar o que passaré: Patativa do Assaré não passará!
"E sempre encontrando em meus tristes caminhos Os duros espinhos Que a mágoa contém. E a voz da ilusão, a dizer-me, de lado: O teu eldorado Está mais além."
- Pois o céu de Rachel é um mágico de Queiroz!
- Tá pensando que o pessoal é de nada? O pessoal Ednardo! É um vasto mundo de Raimundo, Fagner e outros para o seu Belchior prazer...
- Mesmo assim o Deus do mar jogou toda a sua Iracema no calçadão invasor! Um horror!
- No duro: não vejo futuro na praia do Futuro!
- E apesar de, como Natal, Fortaleza ter uma infeliz vocação para o mar se amargar (no sexo-turismo que cria uma outra Fortaleza com certeza), as velas do Mucuripe ainda saem para pescar...
Nessa rede mordaz, Ceará preciso dizer muito mais...
Carito
Capa do disco CASA TUDO AZUL de Fausto Nilo
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| por Os Poetas Elétricos [11:59] |
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| 6.5.07 |
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maria vai com as ostras...
entrou no mar pelo caminho das pedras... subiu os recifes e saiu sapecando cortes nos pés descalços... aquele sangue todo não era nada... aquele mar vermelho não era nada... ali nem moisés atravessava... o coração de maria estava muito mais vermelho... maria queria mais dor para aliviar aquela do coração... maria vivia nesse ostracismo... todo santo-profano dia aquela menina via o mar arrebentar nas pedras e as ostras arrebentarem seus pés... tudo por ter lido escritores suicidas, niilistas, que vêm beleza na tristeza, na dor, na loucura... esses livros são um perigo para esses jovens tipo maria vai com as ostras... cuidado... fiquem longe desses perdedores travestidos de cult... que vão para cult que pariu... eles lhe viciam, lhe molestam... não... afastem-se de mim... vão embora... oh deus... sinto a loucura se aproximando de novo, a síndrome da abstinência me consome, eu absyntho muito e preciso de uma dose que me arimbaud a testa e um café com açúcar a gusto dos anjos, um café cortado, como tudo que sinto que me ama, que me amaria e vai com as ostras... ostras vivas à deriva...
HÁ CAIS NO CAOS!
carito
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| por Os Poetas Elétricos [12:14] |
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