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| 25.3.07 |
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A REVOLTA DOS CARANGUEJOS GIGANTES
Descobriram caranguejos gigantes da Patagônia que rapidamente foram transformados em pratos deliciosos nos restaurantes mais chiques do mundo: São Paulo, Milão, Nova York, ilhas particulares e outros sofisticados lares... O prato de caranguejos gigantes à base de manjericão virou carro-chefe dos cheffs! É que estranhamente os caranguejos se alimentavam de manjericão que acabou virando tempero... pero, no mucho! Porque os caranguejos gigantes da pata agônica se revoltaram, ressuscitaram e saíram pelas mesas do mundo de patas abertas, mordendo tudo e todos... dizendo: - Vem cá, me dá um abraço! Mas o manjericão também se revoltou, se transformou em um manjericão raivoso e passou a perseguir os caranguejos numa espécie de contra-revolução das espécies... Muitos gritavam: - Estamos presos à cadeia alimentar!!! Aquele tipo de caranguejo e planta que virou carnívora só iriam parar re-cozinhados pelo aquecimento global. Mas aí não restaria mais nada... E olha que falta pouco para o fim do mundo! - Agüente mais um pouco! Consolavam uns aos outros solidários no calor das emoções:
- Falta pouco para o FIM (acho que mais umas poucas linhas)!
Vendo tudo lá de cima, e reclamando do calor, Orson Welles exclamou: - Bom mesmo era no tempo que eu narrava a invasão dos marcianos. Enquanto isso, a nave "VA" de um extraterrestre chamado Fellini passou por Orson Welles concordando, fugindo para o espaço: - Essa Terra está muito quente, vou procurar outros cinemas por aí...
FIM
Carito |
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| por Os Poetas Elétricos [19:52] |
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| 23.3.07 |
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SEMPRE É TEMPO DE PINK FLOYD!
No início dos anos 80 quando eu fazia faculdade de arquitetura eu tinha uma camisa que eu quase não tirava do corpo magro. Tenho saudade da leveza do corpo, mas a leveza da mente eu sempre procurei carregar comigo e ela continua por aqui, por aí... Era muito legal ser viajandão, ter a cabeça aberta e ter uma camisa daquelas. Era uma camisa tipo hering, branca, com uma estampa "da vaca" (capa do antológico álbum do Floyd "Atom Heart Mother") e embaixo da vaca simplesmente estava escrito: PINK FLOYD.
Aquele início de década era meio estranho, deliciosamente estranho e ainda não codificado. Nem eu era um remanescente "verdadeiro" dos anos 70 e nem os (hoje nostálgicos) anos 80 tinham acontecido. Entrei muito novo na faculdade e havia uma galerinha mais antenada com esse mundo outsider. Mas a maioria achava estranho: - O que tem a ver Pink Floyd com essa vaca? Como aquele era um disco mais antigo, ninguém o conhecia muito. Independente de ser a capa do disco, eu achava o máximo a imagem da vaca com o nome Pink Floyd. Tipo: tudo é possível de se relacionar, nossa mente é livre para pensar e juntar o que quiser!
Nessa época, comecei a cantar com a minha primeira banda ("FLUIDOS", talvez não tão inconscientemente uma mistura de Floyd com Mutantes), e lembro o dia em que um amigo comunista do meu irmão mais velho entrou num ensaio nosso no momento em que tocávamos TIME, e ele nos disse:
- Vocês ainda estão nessa de Pink Floyd?
Na camisa dele (também tipo hering) estava escrito: "meu coração é vermelho e do lado esquerdo".
E lado a lado, aqueles universos paralelos foram se misturando, cheios de identidades. Auridan era um amigo que criou virtualmente na época uma nova carteira de identidade: de "fã-nático" pelo Pink Floyd, principalmente por Roger Waters. Mais de 25 anos se passaram, e Auridan continua amigo - e apaixonado pelo Pink Floyd, como eu! Hoje recebi vários e-mails de Auridan sobre o novo show de Roger Waters no Brasil. Não vou poder ir, mas tenho inveja sadia de quem vai. Sempre é tempo de Pink Floyd! Sempre é tempo de pensar com a própria cabeça, de viajar também pelo "dark side of the moon"!
Carito
Alguns trechos de uma matéria dos e-mais que recebi de Auridan:
Waters apresenta no Rio e em SP o melhor do Pink Floyd 23/03/2007 - Tribuna do Norte Por Flávia Guerra - Agência Estado
Empatia. Essa é a palavra com que Roger Waters definiria "Dark Side of The Moon", um dos discos mais antológicos da história do rock, que ele traz para o Brasil, depois de shows pela Europa, EUA, e América Latina. Hoje, Waters, um dos fundadores, compositores, baixista, cantor e voz controversa da banda inglesa, apresenta-se no Rio. Sábado, será a vez de os fãs paulistas reafirmarem sua devoção e mostrarem por que esse álbum de 1972 ainda é tão atual e necessário. Por que uma banda que, apesar de separada desde 1985, ainda arrasta devotos em todo o mundo? Que força estranha "Dark Side" exerce sobre as multidões, que já comparam mais de 40 milhões de cópias? Roger diz que a chave está na empatia. "É um disco sobre a capacidade que temos de ter empatia pelos outros, apesar das nossas diferenças políticas, econômicas, de raça, religião. Empatia é o que define como as nossas vidas estão todas unidas. É o que realmente importa."
Os ingressos para seu show se esgotaram muito antes da data do show. A que você atribuiria tamanho apelo e a devoção que os fãs ainda têm pelo "Dark Side" e pelo Pink Floyd, não só os antigos, mas os novos fãs? Roger Waters : O disco foi feito há muito tempo. Mas acho que o sucesso do "Dark Side" se deve ao apelo que ele tem com o público jovem, que não está interessado só na música, mas também no conteúdo das letras, no conteúdo político que as canções têm. Esse disco encoraja as pessoas a questionar muita coisa, a pensar com suas próprias cabeças.
* * * Para quem gosta de Roger Waters, na página abaixo possui várias reportagens em SAIBA MAIS que valem a pena serem lidas. http://g1.globo.com/Noticias/0,,MUL13444-7085-1022,00.html  |
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| por Os Poetas Elétricos [19:31] |
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| 18.3.07 |
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"Pérolas aos poucos" Confetes ainda c a i n
d
o
do meu carn aval
I - Poeta Manoel de Barros:
"Escrever em Absurdez faz causa para poesia Eu falo e escrevo Absurdez. Me sinto emancipado."
"Inspiração eu só conheço de nome. O que eu tenho é excitação pela palavra. Se uma palavra me excita, eu busco nos dicionários a existência ancestral dela. Nessa busca descubro motivos para o poema."
"Procurei sempre chegar ao CRIANÇAMENTO das palavras".
(da entrevista para a revista Caros Amigos / Dez. 2006)
II - José Miguel Wisnik:
PÉROLAS AOS POUCOS é o título de um CD de José Miguel Wisnik de 2003 que eu tive acesso agora no início do ano, no qual tem uma música homônima belíssima. Na verdade o disco todo é um luxo de beleza, de sutileza que explode numa sofisticação com ar-de-ternativa, numa freqüência diferente. E essa pérola que é o trabalho do José Miguel Wisnik também veio chegando para mim aos poucos. Eu desvairado pescando essas pérolas da paulicéia ampliei a minha idéia do ambíguo universo paupoplista-pseudo-underground. Até que me reencontrei no início desse ano com o meu amigo da Pompéia Carlos Verna, que arquitetou, sem saber que eu gostava e conhecia um pouco, um CD com umas canções do Wisnik... que também vieram entrando aos poucos e depois aos muitos!!! Eu estava passeando de jipe pela praia com Joane escutando essas canções e à noite o Zé Miguel aparece na televisão dando uma entrevista para a Bia Corrêa do Lago no Canal Futura. Então é isso: tudo dá pé pé pé pé pé pé pé pé pé pé pé pé pé pé pé pé pé pé pé pépépérola, aos poucos. E aos muitos. Porque essa freqüência diferente é maior do que a gente pensa...
Boa semana para todos!
Carito
A resenha do site Submarino diz:
Mais um belíssimo trabalho do músico e compositor Wisnik que presenteia os ouvintes com os seus maiores sucessos, como "Assum Branco", ", uma elogiada reconstrução de "Assum Preto", clássico de Luiz Gonzaga, "Primavera", "Anoitecer", "Baião De Quatro Toques", além da faixa-título, que abre e fecha o CD em grande estilo, em duas versões.
E o internauta Alessandro de Carvalho Souza de São José do Rio Preto, comenta no mesmo site (Saindo do circüito - 06/10/2004): Chico Buarque declarou que após cinco anos se dedicando apenas à literatura, voltou a pegar o violão ouvindo esse CD. Não é para menos. O rigor poético e musical dessa obra não encontra parentesco em nada que foi feito nos últimos 25 anos de MPB. Músico de formação, poeta de coração e cientista literato, Zé Miguel nos brinda com uma obra primorosa. As parcerias com Ná Ozzetti e Jussara Silveira complementam a beleza vocal de uma obra que merece estar na cedeteca de todos os admiradores de nossa música. O fato é que o melhor de nossa música atualmente está em gravadoras alternativas. Eis o Zé que não me deixa mentir.
Pérolas aos poucos (Zé Miguel Wisnik e Paulo Neves)
Eu jogo pérolas aos poucos ao mar / Eu quero ver as ondas se quebrar / Eu jogo pérolas pro céu / Pra quem pra você pra ninguém / Que vão cair na lama de onde vêm / Eu jogo ao fogo todo o meu sonhar / E o cego amor entrego ao deus dará / Solto nas notas da canção / Aberta a qualquer coração / Eu jogo pérolas ao céu e ao chão / Grão de areia / O sol se desfaz na concha escura / Lua cheia / O tempo se apura / Maré cheia / A doença traz a dor e a cura / E semeia / Grãos de resplendor / Na loucura / Eu jogo ao fogo todo o meu sonhar / Eu quero ver o fogo se queimar / E até no breu reconhecer / A flor que o acaso nos dá / Eu jogo pérolas ao deus dará
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| por Os Poetas Elétricos [15:18] |
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| 14.3.07 |
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VIVA PEDRO PEREIRA!
Conheci Pedro Pereira como um fiel escudeiro da poesia e da performance, e também como um fiel escudeiro do seu companheiro de arte&manhas: o quixotesco Vlamir Cruz! Era o início dos anos 80, e conhecer essa (literalmente) dupla dinâmica foi importante para que eu desse continuidade ao sonho iniciado nos anos 70: de ser poeta, de ser cantor de rock, de ser artista!
Hoje, dia da poesia, agora já quase noite, continuo acordando com o e-mail do parceiro e amigo, hoje produtor mudernoso, Vlamir Cruz, colocando no ar a notícia de que ele e meu irmão publicitário, escritor e videomaker Mário Ivo fizeram uma homenagem em vídeo ao nosso amigo Pedro Pereira.
Transcrevo abaixo o e-mail de Vlamir e um FELIZ DIA DA POESIA SEMPRE!
Carito
DIA DA POESIA TEM PEDRO PEREIRA EM VÍDEO E MP3
Estendendo as comemorações do dia da poesia a Web, Pedro Pereira, poeta poti que não se basta numa folha de papel, inicia o Dia balançando e esparramando na rede, via vídeo e mp3, a sua performática poética sonora e visual.
Em Mp3 celebrativo, Pedro Peralta Pereira é exposto em fragrante no palco do Teatro Jesiel Figueiredo (1985) exercendo a frente do grupo Cabeças Errantes, o exorcismo urgente que chega a cada sílaba dos versos do seu "Amor Selvagem", parte integrante da performance "O Poeta Tarado".
Concebida como mera mp3, a presepada poética em forma de criatura foge do controle e se transporta para a trilha do vídeo-laboratório "O Amor Selvagem de Pedro Pereira", cometendo ali cenas periculosas de performances Peraltistas e imagens raras do artista e suas obras. A transmutação concebida sob as graças da poesia e peleja de Mario Ivo Cavalcanti e Vlamir Cruz contra os bites indomáveis, joga-se a net como um grato tributo ao amigo e artista.
A Mp3 de Amor Selvagem pode ser apreciada ou baixada no MySpace http://www.myspace.com/pedropoeta
O video O Amor Selvagem de Pedro Pereira em versão internáutica no YouTube http://www.youtube.com/watch?v=yjs8itb_gsM
Abração
Vlamir
Visite: MUDERNAGE www.mudernage.com.br |
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| por Os Poetas Elétricos [17:37] |
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| 8.3.07 |
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EU VOU COMPOR UM ANTI-HINO PRA KARINE ALEXANDRINO POIS SEMPRE HÁ UMA LUZ DEL FUEGO NO FIM DO TUNEL DA GRUTA DA GRETA E ISSO NÃO É UM JOGO DE GARBOS MAIS LOUCO É QUEM ME DIZ QUE NÃO É LEILA DINIZ HEY HEY HEY JÁ FUI MULHER EU SEI MINHA SUPER-MULHER JOANE DIZ QUE EU TENHO ALMA FEMININA E ISSO FOI O QUE MAIS LHE ATRAIU PARABÉNS PARA TODAS VOCÊS QUE ME DEIXAM ASSIM SEM RESPIRAR PONTO NEM VÍRGULA E TAMBÉM PARABÉNS PARA MIM PELA MINHA PARTE MULHER A MINHA MELHOR PARTE SOU FILHO DE MÃE FEMINISTA CUNHADA FEMINISTA IRMÃ DE VANGUARDA TÔ LASCADO MAS TÔ GOSTANDO E OS ELÉTRICOS FICARAM MAIS POETAS COM A ENTRADA DE MICHELLE QUE NOS RÉGIS...
Carito
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| por Os Poetas Elétricos [17:14] |
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| 6.3.07 |
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i - ao pé da letra sem o perdão da palavra
não vou pedir perdão ao pé da letra porque não faço nem cordel nem soneto e só me meto e nem sou especialista em haicai só escrevo o que da minha cabeça sai por isso prefiro a letra acima de qualquer preconceito literário ABAIXO O PRECONCEITO LITERÁRIO! minha poesia só rima com o imaginário não importa a verdade acadêmica se me fecham num rótulo de louco ou não fujo de qualquer cidade morta e anêmica e abro a porta torta da liberdade da panela de expressão
bummmmmmmmmmm!!!!
ii - algumas linhas pra tantas agulhas...
...e como escrever assim tão rápido sobre alguém que no mínimo, eu teria que dizer o máximo, e na sua mais incompleta intradução alguma coisa sempre acontece no meu coração, e seria contradição só dizer da sua vanguarda onde sopram os ventos do oeste bravio e a explosão do meu pavio, que curto, tanto, e sempre me espanto, com tanta beleza, desde o dia em que te vi, meu porto seguro e além-mar...
iii - o salmo leminski
aqui está o paulo de dar em doido onde a alma stravisnki com a corda toda deste salmo leminski bebido na taça kinski
iii - cafuné do descobrimento
a nau me catarineta navega sonhos em minha cabeça
iv - (não se preocupe você pode falar a vontade você está em família só entre parentes)
v - não existe nada mais antigo do que cowboi que dá cem tiros de uma vez...
eu sou de um outro tempo vivi muitas vidas macedônias e veleiros no além mar oceanos de bebidas garrafas bem vividas índias, celtas, gibraltar vampiros e duendes serpentes e bang-bang a infância é o meu lugar
vi - o giz da questão
a professora gritou: - menino! fique aí tarado! digo: parado!
para o mau aluno assistindo a professora boa a gramática é apenas uma tática a literatura é cada vez mais dura e a metalinguagem é a mais pura sacanagem!
vii - O (MAU) HÁLITO FAZ O LONGE!
viii - o verbo sitiado
eu argh! tu nãão! ele ohhhh! nós ahhhhh! vós nããããããão!!!!!!!!!!!!!!! eles cabruuuuuuuuum!!!!!!!!!!!
o verbo city ado - a cidade conjugada................................ uff!
ix - pomada para dias assim
depois de tantas noites em claro navegando na internet por um fio desliguei-me da tomada enfim apertei uma pomada de peixe elétrico e fui passá-la no resto dos meus dias tateando a escuridão em mim
x - vidas intocáveis
a vida é mesmo bem moderna você trancado na sua caverna virtual, sua virtuose virtual sua overdose virtual seu cachorrinho virtual, au, au... que não pode lhe morder onde ninguém pode lhe tocar ká ká ká ká... os intocáveis na tv e tudo é tão démodé
Carito  TENTE OUTRA COISA! |
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| por Os Poetas Elétricos [23:15] |
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| 5.3.07 |
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A NOVA TV
Cheguei perto da nova TV que comprei (slim, com a caixa bem fina) e escutei um barulho e pensei que estava escutando um baralho, pois parecia um som de cartas, até que percebi que era a vibração da caixa de som na estrutura da grande caixa que era a TV. Não era tão grande, pois apesar de ser de 29", era lançamento fino em todos os sentidos: slim, imitando LCD, uma espécie de TV de plasma genérico. Antes a gente se drogava de LSD, agora o barato é LCD. E plasma antes era sanguíneo, agora a transfusão é de um tipo de TV para outra. Mas voltando ao barulho, eu percebi que não era baralho nem vibração de som. Eu estava escutando vozes. Cheguei perto e vi apresentadores de jornais televisivos imprensados (a imprensa imprensada), conversando, reclamando, apertados, espremidos na caixa da TV, lutando para entrarem em cena. Como eles estavam ali? Como cabiam ali, naquela caixa estreita? Eram mágicos, pensei. E por hipnose iam chegando a todos os lugares, a todas as salas das famílias brasileiras. E todos que assistiam a TV ficavam hipnotizados, inconscientes... Foi então que descobri: é assim que se faz o tal inconsciente coletivo! Tentei fugir, mas não deu... Ainda consegui dar uma escapulida para escrever um pouco isso aqui... Mas tenho que voltar, o programa vai começar, e eu, como todos os outros, somos apenas... garotos de programas!
Carito |
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| por Os Poetas Elétricos [10:51] |
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