29.1.07
Ar riiiiiiiiiiiiiiscando um poeminha visual...


TERRA em contrução: Poemundo à vista!





Carito

por Os Poetas Elétricos [22:04]
25.1.07
Black Johnson


Escutei uma voz rouca, estranha e forte, dizendo:

- Aqui se faz, aqui se paga!

Então pensei: estão fudendo o traficante! Será que algum outro colega da corporação chegou aqui antes de mim? Mas como? Esse traficantezinho de merda era meu! Agora será que veio algum policialzinho de merda cagar as coisas por aqui?

Entrei sorrateiramente e vi pela fresta da janela o traficante Black Johnson receber do cara da voz rouca a grana pelo baseado que Black Johnson acabara de fazer. O cara da voz rouca saiu e não me viu escondido. Não sei por que não prendi todo mundo. Finalmente entrei, e quando Black Johnson me viu foi logo dizendo:

- Aqui se traz, aqui se traga!

Black Johnson meteu a mão no bolso da minha calça, e antes que eu pensasse que o cara era viado, ele pegou do meu bolso um baseado e foi logo acendendo e passando para mim, e falando e tossindo:

- Policialzinho maconheiro safado... Pensa que me engana? Esse seu baseado é uma merda, experimenta esse aqui.

Não sei o que deu em mim. Logo eu, um policial todo certinho! Fumei todo o outro back com Johnson e juntos caímos na gargalhada. Black Johnson falava sem parar:

- Cara, eu te conheço das antigas! Há muito que você me espreita! E sei que você não é policial pôrra nenhuma! Você é um escritor de meia tigela (disse isso apontando para um gato magro e feio). Meu gato é melhor que você, tem uma tigela inteira. Você tá é querendo escrever um livro, um conto, essas coisas... Eu tô ligado! Mas eu não sou laboratório de escritor fajuto, não! E pra começar esse negócio de Black Johnson tá uma merda, uma merda de nome, americanizado e preconceituoso! Quer discutir agora a relação entre criador e criatura?

Eu já tava muito doido e Black Johnson... quero dizer, aquele cara sem nome de minha imaginação, me provou que eu não era policial nem escritor. E que traficante era ingrediente pra lá de batido, pra lá de prensado, que era uma história velha, ultrapassada, e se eu não tirasse o pó da história, ao pó voltaríamos!

De repente, escutei uma sirene da polícia. Enquanto Black Johnson...

- Eu já lhe disse para não me chamar de Black Johnson!

Tudo bem... De repente escutei uma sirene da polícia enquanto aquele cara doido de minha doida imaginação prensava o fumo. Eu desesperado gritei para ele:

- Me tire desse prensado!

O cara disse:

- Para tirar você desse prensado, só fumando você e o prensado juntos!

O cara me fumou com o prensado e tudo virou fumaça! Eu virei fumaça...

Mas ele absorveu de mim uma parte boa (eu era um cara bom) e toda uma mania de organização que eu tinha. Assim, mesmo doido, o cara de minha imaginação limpou tudo, limpou a história, e quando os policiais entraram, encontraram o canto mais limpo!

E mais: encontraram ali uma creche, uma ONG, e um cara (parecido com Black Johnson) ajudando um monte de crianças carentes.

- Isso é que é final feliz! Disseram os policiais que logo começaram também a ajudar as crianças.


Carito
por Os Poetas Elétricos [18:52]
12.1.07
AFRICA POP

Abro a boca cheia de Áfricas
E o mundo vira uma bola de chiclete de sonhos
Na minha goma de Madagascar!

Carito


Efeito sobre foto de Eduardo Bagnoli

por Os Poetas Elétricos [16:56]
ARQUIVOS       

 
 
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