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| 28.9.06 |
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BOAS NOVAS!
1. O videoclipe PALARVEANDO dOs Poetas Elétricos (direção de Mário Ivo Cavalcanti e disponível aí ao lado) foi selecionado para a Mostra do Audiovisual Paulista [20]. Trecho da carta-convite:
"Associação do Audiovisual Paulista vem convidar o trabalho vídeoclipe Palarveando (Poetas Elétricos) para integrar a programação da vigésima edição da Mostra do Audiovisual Paulista, que acontece de 12 a 17 de dezembro próximo no Cinesesc, Centro Cultural Banco do Brasil, Galeria Olido e Centro Cultural São Paulo, além de outros locais a confirmar e de diversos pontos de exibição localizados nas periferias de São Paulo
Criada em 1987, a Mostra do Audiovisual Paulista exibe a produção audiovisual paulista recente sem distinção de suporte, gênero, formato ou mídia. Assim, o evento agrupa anualmente a última safra de filmes de curta metragem, documentários, programas de televisão, vídeos autorais, videoclipes e filmes publicitários, ao lado de vinhetas, interprogramas, filmes super-8mm, videoinstalações, cd-roms e websites, entre outros formatos audiovisuais. A seleção privilegia os trabalhos de maior destaque e repercussão da temporada e, ao mesmo tempo, aqueles que revelam novos autores e novas propostas técnicas e estéticas. Programas especiais e retrospectivas complementam as seções da Mostra, focalizando autores, empresas produtoras ou tendências". http://www.mostraaudiovisual.com.br/
2. Meu parceiro e amigo Edu Gómez foi eleito ontem, pela crítica e público, como MELHOR INSTRUMENTISTA ROCK por essas bandas (Prêmio Rock Potiguar) http://www.rockpotiguar.com.br/
3. Marcelo Morais voltou com o site da sua loja Velvet Discos, onde eu voltei a colaborar no ZINE: reinaugurei minha coluna "Canto do Carito" - mergulhei em busca de uma "ostravista" com o poeta-viking Carlos Gurgel. http://www.velvetdiscos.com.br/
4. Agenda: Recital-Show dOs Poetas Elétricos dia 26 de outubro no Teatro da Fundação José Augusto, em Natal. Depois passo os detalhes. http://www.fja.rn.gov.br/
Saudações poelétricas!
Carito
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| por Os Poetas Elétricos [10:27] |
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| 19.9.06 |
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Silva e a selva
Silva estava cansado de ser comum na sua cidade. Como pode uma cidade tão grande ter tanta gente com o nome de Silva? Silva sabia que ali sendo uma das maiores cidades do mundo, era normal haver muita gente com o mesmo nome. Mas ali já era demais. Era Silva demais. Silva ficava cada dia mais intrigado com isso. Pois aonde ele chegava alguém gritava: - Silva! E tanta gente se virava, tudo que era Silva olhava. Ele pensou: Será que isso acontece em todo canto? E Silva saiu pelo mundo afora. Numa certa vez estava quase se animando quando viu uma placa: Silverado a 10 km! Fugiu na hora. Outra vez já tinha se decidido a virar inglês e quase que foi dark. Quando descobriu que sua turma cultuava um conjunto musical chamado The Smiths cuja tradução seria "Os Silvas". E Silva não esperou para descobrir se isso era verdade. Fugiu de novo e viajou o mundo além do mundo, mas nada mudou. Até que ele viu que ainda faltava um lugar: a selva. Silva pensou em chamar seus amigos de infância e fez mais que isso. Com a experiência que ganhou em viajar tanto, resolveu viajar no tempo e voltou à infância. Para uma missão daquelas, só mesmo o espírito juvenil de entrega para resolver a intriga. Silva foi com seus amigos de infância para a selva, partindo em uma jangada em busca de um lugar sem tantos Silvas, onde ele não fosse tão comum. Na selva haveria de ser assim. Era mais mato e bicho. E gente sem sobrenome. Ou melhor, o sobrenome era sua origem de mãe ou de pai. Raimundinho de Quinca. Tonho de Dolores, etc. Ele nunca tinha ouvido falar de Jacaré Silva ou Onça Silva, essas coisas. Então tava tudo certo: a selva devia de ser ótima mesmo! Pois ele já tinha ouvido falar em Rei das Selvas, mas nunca em Rei dos Silvas. Chegando na selva, a primeira coisa que Silva foi advertido foi: cuidado com os silvícolas! Silva descobriu que o único ser que estava em toda parte, mas não era Deus, era um Silva. Viu que ele não era comum e sim muito importante para o mundo. Pegou sua jangada, seus amigos, sua infância, e voltou para casa, para o presente, são e salvo. Digo: Silva e salvo!
Carito
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| por Os Poetas Elétricos [21:45] |
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| 12.9.06 |
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Bastidores
1 - Estamos em fase de refazenda. Refazendo nosso novo estúdio lá na Fazenda Mangueira. Coisa das Arábias... Está parecendo uma tenda... Uma fenda... nos deixando mais perto do deserto... Dá pro gasto, dá pra gosto, pra setembro... E deserto é bom para o vasto som!
2 - A poeletricazinha Sofia tá uma gracinha!!! 3 - Foi aniversário de Edu Gómez nesse fim de semana: muitas guitarras de vida pra você, parceiro!
4 - Foi aniversário de 14 anos: juntos, eu e Joane. Fomos pra Galinhos, onde tudo, de incerta forma, também começou... e ficou! Ficamos na vizinha praia de Galos pois...
...NOSSO AMAR ESTÁ PRA PEIXE!
Boa semana para todos! Carito |
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| por Os Poetas Elétricos [09:51] |
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| 1.9.06 |
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Crônica Espanhola
Hoje pela manhã fui a Santiago de Compostela pela segunda vez. Dessa vez através do texto de um amigo escritor que sempre faço referência por aqui: o filósofo e professor Pablo Capistrano. Não sei se foi exatamente a segunda vez. Sinto que já fui ali várias vezes de alguma forma, pois quem vai uma vez para Santiago não deixa mais de ir. Li o texto de Pablo em seu blog http://www.pablocapistrano.com.br/ (uma seqüência-conseqüência de uma recente viagem sua que gerou essa série chamada "Crônicas Portuguesas"). Fiquei a fim de comentar no seu blog, e quando vi que o meu comentário estava virando uma Crônica Espanhola, resolvi postar o comentário, que seria lá, nesse blog poelétrico.
Fui para Santiago quando morei na Espanha no fim dos anos 80. E fui com direito a tudo (ou quase tudo - menos à tradição do caminho a pé). Tradução: fui de coche (carro), com a minha irmã e meu cunhado na época (que estavam fazendo doutorado em Madrid, e com quem eu morava), e com meus sobrinhos. Fizemos uma viagem fantástica para o norte da Espanha, passando por Burgos, por regiões como Astúrias, Cantabria, Galícia. Uma outra galáxia, uma outra Espanha, além da mais famosa ao sul conhecida por Andaluzia, Sevilla, o flamenco... Como diz Pablo em seu texto: "a Espanha não é um país. È um amontoado de regiões com identidades étnicas e lingüísticas particulares que torcem por times de futebol diferentes e que tem um mesmo rei".
Quando digo que fui a Santiago com direito a tudo, foi porque fui para sentir as coisas que dizem que sentimos quando chegamos ali: a tal da magia da cidade, etc. Para mim foi fácil a peregrinação em busca do algo mais: quando chegamos, chovia. E isso além de confirmar a famosa chuva em Santiago, deixava a cidade de um jeito que não consigo descrever. Além disso, encontramos na rua um ser que parecia iluminado e tocava algo como uma música medieval em uma flauta. A Catedral de Santiago é a Catedral de Santiago, e quando chegamos lá havia ainda mais uns homens de preto na escadaria (mas diferente dos homens de preto dos filmes atuais)... Então tudo conspirava a meu favor nesse filme real: no sentir espontaneamente a magia do cotidiano, só em estar ali, aonde cada detalhe especial que vai aparecendo, ao mesmo tempo em que parece ter sido cuidadosamente colocado, simplesmente faz parte da natureza das coisas dali. Uma respiração arquitetônica que independia de eu ser arquiteto, uma misticidade que independia de Paulo Coelho (até porque eu estava mais para Raul Seixas, que por sinal morreu nessa minha época espanhola).
Apesar de ter ido de carro, faço minhas, mais uma vez, as palavras de Don Pablo: "o lance é estar lá". E isso não exclui o outro caminho de Santiago mais tradicional, a pé e fantástico, que continua me atraindo.
No outro dia, minha irmã e a intrépida trupe seguiram viagem para Portugal e eu tive que voltar de trem para Madrid, por causa de aulas que eu não poderia mais faltar. Depois de uma viagem noturna e longa, cheguei a Madrid pela manhã numa solidão quente e seca, aumentada por um lanche comum no McDonald's antes da faculdade e aliviada por um tocador no metrô que cantava então (senti que para mim, e para o mundo) um belo consolo: Across the Universe, dos 04 cavaleiros de Liverpool. Entreguei o resto de moedas que tinha para o meu salvador e segui em frente, sempre procurando encontrar as coisas que imaginei serem assim ou assado por algum motivo: que Fellini é realmente um grande diretor, que Fernando de Noronha é uma ilha paradisíaca, que o Land Rover é o melhor jipe do mundo, que Santiago de Compostela é realmente mística...
Bom fim de semana para todos e uma dica cultural para quem estiver em Natal hoje à noite: a inauguração do novo atelier do grande amigo e grande artista plástico Flávio Freitas, na Ribeira, com uma grande exposição coletiva, jam sessions e muita energia positiva!!!
Carito
Gravura de Flávio Freitas
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| por Os Poetas Elétricos [11:35] |
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