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| 1.3.10 |
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Claudia Cardinale nos bastidores de 8 1/2 de Fellini "arte não é comunicação"
..."arte não é comunicação, portanto não tem obrigação de comunicar algo, muito menos da primeira vez em que é contemplada. Felizmente há pessoas que sabem que arte exige esforço não só de quem a faz, mas também de quem a contempla e premiaram, em 1964, Oito e Meio com o Oscar de melhor filme estrangeiro".
"Indo atrás de sua imaginação criadora, Fellini conseguiu filmar Oito e Meio com tamanha autenticidade que acabou bagunçando os conceitos estéticos dos anos 60. Trocou de vez o realismo de suas obras anteriores para enveredar pelo freudismo, cristianismo, sexualismo e excessos autobiográficos. Tudo no filme é fantástico e imaginoso. Ao libertar-se do envolvimento dramático mais tradicional, construiu uma obra libertina em sua estrutura. Oito e Meio um filme que apela inteiramente para a fantasia, não se preocupando em juntar o real ao mágico. É magia pura, um exercício de arte onde encontramos as obsessões do cineasta e topamos com sua surpreendente capacidade de renovação".
Carolina Lang
Fellini com Claudia Cardinale nas filmagens de 8 ½ |
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| por Os Poetas Elétricos [21:46] |
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| 28.2.10 |
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 A imaginação no poder
"E o espectador a estranhar tudo. Como se estivesse sendo chamado a admitir a consciência como irmã do inconsciente. Encontrar seu duplo. Divertir-se com aquilo que Bernardo Bertolucci chama de alegria da contradição".
Di Carlo
 "Podemos dizer que está acontecendo algo? Não, não acontece nada. As coisas não são como vemos, nem como geralmente sentimos. Mas como o teatro mostra. As coisas são receptáculos do mal, ou seja, da irrealidade. O teatro é uma das vias que conduz o homem à realidade. No início, as coisas eram verdadeiras. O mundo na sua infância era real. Tinha uma ressonância nos homens. Olhar para o mundo naquele tempo era ver o infinito. Agora, está crescendo em mim algo de horrível. Que não vem de mim, mas das trevas que estão em mim. E logo não haverá mais nada. Só as nossas máscaras obscenas que imitam a realidade no meio dos escarros e do esterco do mundo".
Fala de Jacob (ou seu duplo) no filme Partner, de Bernardo Bertolucci.
 "Pier Paolo Pasolini considerou Partner excepcional. Na verdade, achou mesmo que o filme é efetivamente revolucionário na história do cinema. A forma como foi construído, afirma Pasolini, faz com que o espectador perca a ilusão de que está dentro do filme. Ou seja, nos mantemos espectadores, como quando estamos na platéia do teatro - no sentido tradicional do termo. O espectador não toma parte na ação, observa Pasolini, ele testemunha. Os únicos momentos onde essa sensação diminui dá-se nas cenas onde existe o contracampo - e Pasolini acha que são em número pequeno demais para destruir a sensação de testemunho. E completa: uma técnica ou estilo semelhante não havia jamais sido utilizado, que eu saiba".
Roberto Acioli de Oliveira
 "Eu creio que Partner seja um dos filmes mais livres de todos que realizei. E é também um dos filmes mais difíceis para o público".
Bernardo Bertolucci |
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| por Os Poetas Elétricos [11:43] |
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